Atenção Comunidade!

Crianças e jovens vão ficar fora do SESI/SENAI no ano que vem, se a gente não se mobilizar.

O clima de terror instalado nos últimos dias por conta do fechamento de turmas, fim do período integral e demissão de professores no sistema “S” de ensino, motivou a mobilização dos sindicatos ligados a Federação dos Professores do Estado de São Paulo. As entidades definiram uma estratégia de luta unificada em reação ao comunicado oficial do SESI, aos pais e alunos, sobre o fechamento do período integral do 6º ao 9º ano, em 2016, acabar com as classes de 1º ano do Ensino Fundamental, deixando de atender cerca de 1.700 alunos em 54 turmas, além de não abrir inscrições para os cursos técnicos e superior.

Paulo Skaf, presidente do SESI/SENAI, com campanha milionária no Rádio e na TV, vislumbrando interesses políticos pessoais, investe contra professores, alunos e a sociedade com o objetivo de reduzir a folha de pagamento.

Além do fechamento de turmas, muitos professores do sistema vão perder aulas, já que o SESI definiu que as aulas de língua portuguesa serão reduzidas e o ensino do espanhol não será mais presencial, diminuindo aulas no Ensino Médio, o que acarretará queda na qualidade do ensino.

Sistema “S” tem R$ 18 bilhões de reais em aplicações financeiras

Os valores arrecadados pelas entidades do sistema “S” vêm da contribuição sobre a folha de salário e são recursos públicos. De acordo com medidas anunciadas pelo governo para recompor o orçamento do País, poderá trazer redução de 30% nas alíquotas do Sistema. No entanto, o pretexto utilizado por Paulo Skaf e alguns empresários dizendo que, as demissões dos professores e a extinção da jornada de aulas são por conta da crise, não se sustentam, já que o sistema utilizou o dinheiro, que deveria melhorar o setor, em aplicações financeiras, além de ter praticado um aumento de 18% nas mensalidades dos alunos que não são bolsistas. De acordo com informações do Tribunal de Contas da União em 2013 as entidades do sistema investiram no mercado financeiro cerca de R$ 18 bilhões. Segundo o governo, esse dinheiro deveria ter sido utilizado para aperfeiçoar os cursos de formação profissional, ampliar o número de vagas e melhorar a remuneração dos professores, ao contrário do que foi praticado pelo setor.

Por esta retaliação da educação no sistema “S” estamos convocando professores, alunos, familiares e a sociedade em geral para uma manifestação na próxima sexta-feira, dia 23/10 às 9h no SESI Mário Amato, rua Vitória Maria Médice Ramos, 330 – Bairro Assunção, São Bernardo do Campo.

E no dia 06/11 será realizada uma audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo para debater os descalabros da educação no Sistema “S” e suas consequências para a sociedade.

Participe! Não vamos deixar que os interesses políticos pessoais de Paulo Skaf acabe com a educação de nossos filhos e gere desemprego entre os professores.

SINPRO ABC – Sindicato dos professores do ABC.

 


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