Para os trabalhadores brasileiros, tem sido uma maratona enfrentar as condições do mercado de trabalho no País. No primeiro semestre de 2016, o desemprego cresceu e o rendimento das famílias despencou, como mostram o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), dois importantes registros do Ministério do Trabalho.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de janeiro a junho de 2016, o número de desocupados no País apresentou um acréscimo de 2,5 milhões de pessoas. A estimativa é que o número de pessoas sem ocupação no Brasil atinja 11,6 milhões de brasileiros, no segundo trimestre do ano, o que corresponde a 3,2 milhões desempregados a mais do que no mesmo período de 2015. Do total de desocupados, quase metade (1,5 milhões) trabalhava com carteira assinada.

Outro dado da pesquisa mostra queda no rendimento real médio (salário) recebido pelo trabalhador brasileiro de -1,5% no segundo trimestre e de -1,3% no acumulado do ano.  Os dados desfavoráveis refletem a profunda crise política e econômica que se arrasta no Brasil.

De acordo com o representante da CUT e secretário geral do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, as Câmaras Setoriais precisam elaborar planos de reativação da economia para diminuir os impactos da crise na vida do trabalhador. Outras propostas são “ampliação do prazo do seguro-desemprego e criação de frentes de trabalho” disse.

Wagner Santana lembra ainda que o Brasil tem hoje grandes reservas cambiais, e parte delas poderia ser utilizada para investimentos que reaqueçam a economia. “É necessário, nesta conjuntura, ter US$ 370 bilhões de reservas cambiais e poderíamos utilizar parte deste dinheiro para o fortalecimento do Estado”, afirmou o dirigente sindical.

Cenário desfavorável, novos desafios

Outros inúmeros obstáculos devem ser enfrentados neste segundo semestre, pois um conjunto de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários também está ameaçado. Para responder a esses desafios, as Centrais Sindicais lançaram um documento apontando as principais lutas que serão travadas nos próximos meses com o apoio dos sindicatos, entre eles, o Sindicato dos Professores do ABC (SINPRO).

  •  Fortalecer as negociações coletivas
  • Combater a flexibilização das relações trabalhistas
  • Reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais
  • Promover o fortalecimento do mercado interno
  • Promover o crescimento econômico através da ampliação do financiamento para investimentos públicos e privados em infraestrutura.
  • redução das taxas de juros.
  • desenvolver políticas públicas que deem sustentação ao setor produtivo.

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