Milhares de estudantes e professores iniciaram nesta terça-feira uma grande marcha pelo centro de Santiago, em uma nova manifestação convocada para exigir uma reforma no sistema educacional e que busca demonstrar a coesão dos movimentos sociais neste tema. "Hoje vamos dar um forte sinal de unidade dos movimentos sociais para transformar a educação deste País", afirmou o presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (FECH), Gabriel Boric, em uma coletiva de imprensa antes do início da manifestação.
A marcha foi convocada pela Confederação de Estudantes do Chile (CONFECH) e por associações de estudantes de ensino médio, e contou com a adesão do Colégio de Professores e da Central Única de Trabalhadores (CUT). Os manifestantes se reuniram em frente à Universidade de Santiago, no oeste da cidade, e avançavam pacificamente pela central Avenida Alameda, constatou a AFP.
O protesto ocorre após uma série de marchas não autorizadas registradas na última quinta-feira em vários municípios de Santiago e que terminaram em confrontos com a polícia, deixando mais de uma centena de detidos. Cerca de dez escolas públicas de Santiago permanecem ocupadas por seus estudantes, assim como a sede da Universidade do Chile, a principal do país.
Os estudantes exigem desde o ano passado uma profunda reforma no sistema educacional chileno, herança da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), que reduziu para menos da metade as contribuições públicas à educação e incentivou a inclusão do ensino particular.
Como consequência dessas reformas, o Chile conta hoje com um dos sistemas educacionais mais desiguais e caros do planeta, segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Apenas 40% dos estudantes do ensino médio estudam em colégios públicos gratuitos e não existe a gratuidade nas universidades. No ano passado, os estudantes organizaram mais de 40 passeatas por Santiago.
Milhares de estudantes e professores iniciaram nesta terça-feira, 28 de agosto, uma grande marcha pelo centro de Santiago, em uma nova manifestação convocada para exigir uma reforma no sistema educacional e que busca demonstrar a coesão dos movimentos sociais neste tema. "Hoje vamos dar um forte sinal de unidade dos movimentos sociais para transformar a educação deste País", afirmou o presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (FECH), Gabriel Boric, em uma coletiva de imprensa antes do início da manifestação.

A marcha foi convocada pela Confederação de Estudantes do Chile (CONFECH) e por associações de estudantes de ensino médio, e contou com a adesão do Colégio de Professores e da Central Única de Trabalhadores (CUT). Os manifestantes se reuniram em frente à Universidade de Santiago, no oeste da cidade, e avançavam pacificamente pela central Avenida Alameda, constatou a AFP.

O protesto ocorre após uma série de marchas não autorizadas registradas na última quinta-feira em vários municípios de Santiago e que terminaram em confrontos com a polícia, deixando mais de uma centena de detidos. Cerca de dez escolas públicas de Santiago permanecem ocupadas por seus estudantes, assim como a sede da Universidade do Chile, a principal do país.

Os estudantes exigem desde o ano passado uma profunda reforma no sistema educacional chileno, herança da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), que reduziu para menos da metade as contribuições públicas à educação e incentivou a inclusão do ensino particular.

Como consequência dessas reformas, o Chile conta hoje com um dos sistemas educacionais mais desiguais e caros do planeta, segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Apenas 40% dos estudantes do ensino médio estudam em colégios públicos gratuitos e não existe a gratuidade nas universidades. No ano passado, os estudantes organizaram mais de 40 passeatas por Santiago.

Fonte: Terra Educação

Discurso de moralização do sistema para ver quanto mais ganharão os capitalistas
As ruas de Londres estiveram tomadas por manifestantes, em abril, que protestam contra a reunião dos governos dos 20 países chamados “mais ricos do mundo” (G20), com um esquema de segurança monstruoso.
O presidente francês Sarkozy, em matéria publicada no Estadão, diz que: “O que o mundo está esperando de nós é que aceleremos a reforma do sistema financeiro internacional. Que reconstruamos, juntos, um capitalismo renovado, mais regulamentado, mais ético e solidário” (1/04).
Capitalismo mais ético e solidário? Que o digam os trabalhadores da França que veem bilhões destinados aos bancos, enquanto seus empregos viram poeira. Por isso mesmo eles foram à greve geral em 19 de março, com 3,5 milhões de pessoas saindo às ruas das cidades francesas.
O primeiro ministro britânico, Gordon Brown, veio ao Brasil em 27 de março para encontrar-se com Lula. Peter Mandelson, membro de seu governo, declarou à imprensa: “Também aplaudo a liderança do presidente Lula, que tem sido firme e vigoroso em defender o comércio livre e justo como uma forma de evitar o enfraquecimento da economia global por causa do protecionismo. E o presidente Lula vai encontrar um aliado muito forte no primeiro ministro britânico” (jornal Valor 26/03).
Comércio livre e justo, combate ao protecionismo? Isso quer dizer derrubar todas as medidas de proteção e dar toda liberdade para aprofundar a exploração capitalista, em todo o mundo, em particular nos países dominados pelo imperialismo.
O jornal britânico The Economist, porta-voz do capital financeiro, diz abertamente qual deve ser a “tarefa” do G20:
A verdadeira “tarefa”
“É necessário que os governos empreendam uma difícil reviravolta política. A longo prazo, será preciso reencontrar um mercado de trabalho mais flexível. Isto é, parar com as políticas de subsídios ao emprego, acabar com os privilégios dos assalariados protegidos e facilitar as políticas de reestruturação das empresas, permitindo demissões de seus empregados. Pois quanto mais facilmente os empregos possam ser destruídos, mais facilmente poderão ser recriados. Ajudar as pessoas a conservarem seus empregos arrisca ser um freio para o ajuste futuro. Isso requer certa agilidade política, mas será a condição indispensável para não comprometer o crescimento. O desemprego aumentará muito rapidamente. Milhões de vidas serão atingidas em alguns anos. A tarefa dos políticos é tornar possível que a miséria não seja medida por décadas”.
Às vésperas da reunião, o “Financial Times” publicou o projeto de comunicado final do G20. O texto fala em “ações fiscais coordenadas e sem precedentes”, da “maior mobilização de recursos financeiros dos tempos modernos”, e afirma que “estamos determinados a tomar medidas fiscais que chegam a ‘X’ trilhões”. Ou seja, só falta discutir quantos trilhões mais serão usados para salvar os bancos e empresas capitalistas e o sistema baseado na propriedade privada dos grandes meios de produção!
Fonte: Jornal O Trabalho, nº 655, abril de 2009
Discurso de moralização do sistema para ver quanto mais ganharão os capitalistas

As ruas de Londres estiveram tomadas por manifestantes, em abril, que protestam contra a reunião dos governos dos 20 países chamados “mais ricos do mundo” (G20), com um esquema de segurança monstruoso.

O presidente francês Sarkozy, em matéria publicada no Estadão, diz que: “O que o mundo está esperando de nós é que aceleremos a reforma do sistema financeiro internacional. Que reconstruamos, juntos, um capitalismo renovado, mais regulamentado, mais ético e solidário” (1/04).

Capitalismo mais ético e solidário? Que o digam os trabalhadores da França que veem bilhões destinados aos bancos, enquanto seus empregos viram poeira. Por isso mesmo eles foram à greve geral em 19 de março, com 3,5 milhões de pessoas saindo às ruas das cidades francesas.

O primeiro ministro britânico, Gordon Brown, veio ao Brasil em 27 de março para encontrar-se com Lula.  Peter Mandelson, membro de seu governo, declarou à imprensa: “Também aplaudo a liderança do presidente Lula, que tem sido firme e vigoroso em defender o comércio livre e justo como uma forma de evitar o enfraquecimento da economia global por causa do protecionismo. E o presidente Lula vai encontrar um aliado muito forte no primeiro ministro britânico” (jornal Valor 26/03).

Comércio livre e justo, combate ao protecionismo? Isso quer dizer derrubar todas as medidas de proteção e dar toda liberdade para aprofundar a exploração capitalista, em todo o mundo, em particular nos países dominados pelo imperialismo.

O jornal britânico The Economist, porta-voz do capital financeiro, diz abertamente qual deve ser a “tarefa” do G20:

A verdadeira “tarefa”
“É necessário que os governos empreendam uma difícil reviravolta política. A longo prazo, será preciso reencontrar um mercado de trabalho mais flexível. Isto é, parar com as políticas de subsídios ao emprego, acabar com os privilégios dos assalariados protegidos e facilitar as políticas de reestruturação das empresas, permitindo demissões de seus empregados. Pois quanto mais facilmente os empregos possam ser destruídos, mais facilmente poderão ser recriados. Ajudar as pessoas a conservarem seus empregos arrisca ser um freio para o ajuste futuro. Isso requer certa agilidade política, mas será a condição indispensável para não comprometer o crescimento. O desemprego aumentará muito rapidamente. Milhões de vidas serão atingidas em alguns anos. A tarefa dos políticos é tornar possível que a miséria não seja medida por décadas”.

Às vésperas da reunião, o “Financial Times” publicou o projeto de comunicado final do G20. O texto fala em “ações fiscais coordenadas e sem precedentes”, da “maior mobilização de recursos financeiros dos tempos modernos”, e afirma que “estamos determinados a tomar medidas fiscais que chegam a ‘X’ trilhões”. Ou seja, só falta discutir quantos trilhões mais serão usados para salvar os bancos e empresas capitalistas e o sistema baseado na propriedade privada dos grandes meios de produção!

Fonte: Jornal O Trabalho, nº 655, abril de 2009

Atividades acontecem há quase três mesesHá cerca de três meses, estudantes chilenos iniciaram uma série de mobilizações contra as ações do governo de Sebastián Piñera. Os manifestantes querem um novo modelo de educação, de Estado e erguem bandeiras de luta como “Por uma educação pública”, “Educação não se vende” e ordens contra privatizações.
Em um dos mais recentes protestos, realizado em 5 de agosto, 847 manifestantes foram presos e 90 policiais ficaram feridos, segundo o jornal Estadão. Na ocasião, os líderes do movimento exigiram propostas do governo para melhorar a educação pública e avisaram que a mobilização continuará. No dia 7 de agosto, pais de alunos foram às ruas para apoiar o movimento e criticaram o decreto que coibiu a ação dos estudantes.
Dias depois (9), uma greve nacional da educação rejeitou as propostas apresentadas, já que o Ministério da Educação não atendeu  o principal item de reivindicação, que é a criação de uma rede de ensino pública, gratuita e de qualidade.
A articulação estudantil tem sido classificada com uma das mais importantes da história, uma vez que, além de alunos da rede pública, engrossam a luta a população local, os estudantes de escolas particulares e centros de formação, o que corresponde a todo o sistema educacional do país. No fim de junho, cerca de 400 mil pessoas foram às ruas no Chile para pedir melhorias na educação.
Durante as diversas marchas, centenas de manifestantes foram presos e as autoridades chegaram a limitar a ação e a aproximação dos estudantes da sede presidencial.
De acordo com o jornal O Trabalho, dados recentes indicam que a educação no Chile é uma das mais caras do mundo. Segundo a publicação, 50% dos jovens que chegam à universidade estão em instituições privadas.
Atividades acontecem há quase três meses

Há cerca de três meses, estudantes chilenos iniciaram uma série de mobilizações contra as ações do governo de Sebastián Piñera. Os manifestantes querem um novo modelo de educação, de Estado e erguem bandeiras de luta como “Por uma educação pública”, “Educação não se vende” e ordens contra privatizações.

Em um dos mais recentes protestos, realizado em 5 de agosto, 847 manifestantes foram presos e 90 policiais ficaram feridos, segundo o jornal Estadão. Na ocasião, os líderes do movimento exigiram propostas do governo para melhorar a educação pública e avisaram que a mobilização continuará. No dia 7 de agosto, pais de alunos foram às ruas para apoiar o movimento e criticaram o decreto que coibiu a ação dos estudantes.

Dias depois (9), uma greve nacional da educação rejeitou as propostas apresentadas, já que o Ministério da Educação não atendeu  o principal item de reivindicação, que é a criação de uma rede de ensino pública, gratuita e de qualidade.

A articulação estudantil tem sido classificada com uma das mais importantes da história, uma vez que, além de alunos da rede pública, engrossam a luta a população local, os estudantes de escolas particulares e centros de formação, o que corresponde a todo o sistema educacional do país. No fim de junho, cerca de 400 mil pessoas foram às ruas no Chile para pedir melhorias na educação.

Durante as diversas marchas, centenas de manifestantes foram presos e as autoridades chegaram a limitar a ação e a aproximação dos estudantes da sede presidencial.

De acordo com o jornal O Trabalho, dados recentes indicam que a educação no Chile é uma das mais caras do mundo. Segundo a publicação, 50% dos jovens que chegam à universidade estão em instituições privadas.

A guerra travada em Gaza foi amplamente distorcida pela mídia. Os consumidores de notícias obtiveram acesso apenas a matérias editadas tendenciosamente e a filmes montados nas ilhas de edição das redes de televisão.
Embora geralmente se julgue que a “direita” respalda o lado israelense e a “esquerda” favorece o lado palestino, é possível considerar que o conflito árabe-israelense, longe de situar-se na esfera do debate ideológico, refere-se na verdade a outra questão: o direito à existência, autonomia e soberania das minorias étnicas e religiosas do Oriente Médio.
Além de muçulmanos e judeus, cabe lembrar que a região é habitada por cristãos (armênios, coptas e maronitas), drusos, kurdos, circassianos, beduínos e baha’is.
A maioria muçulmana (quer xiita, sunita, alauíta ou wahabita), hegemônica em todos os países do Oriente Médio à exceção de Israel, submete os fiéis de outras crenças a diversos tipos de discriminação, que incluem proibição ou restrição de culto, pagamento de impostos especiais, cidadania de segunda classe, legislação diferenciada e punições especiais.
Essa atitude de intolerância consta dos próprios estatutos do Hamas, onde se afirma sem qualquer dissimulação que a finalidade desse movimento é a destruição de Israel.
Os ataques diários com foguetes e mísseis, disparados indiscriminadamente pelas milícias terroristas desde 2000, exacerbaram-se quando o Hamas tomou o poder em Gaza (2007). Tais ações bélicas visam deliberadamente atingir a população civil israelense, causando o maior número de baixas possível.
Inversamente, a tardia reação israelense foi antecedida por cuidadosa coleta de informações sobre alvos militares, para poupar ao máximo os habitantes de Gaza.
A disparidade entre o número de mortes de ambos os lados se deve não somente à diferença de armamento utilizado, mas principalmente ao fato de que todas as residências em Israel, por força de lei, têm um aposento protegido por concreto.
Além disso, as cidades contam com abrigos subterrâneos, sendo a população orientada a buscar refúgio sempre que as sirenes indicam a iminência de um novo bombardeio.
O Hamas, diferentemente, usa a população de Gaza como escudo, procedimento cuja finalidade é acusar Israel por crimes de guerra.
Além do aspecto militar, o confronto se estende à propaganda. As mortes de civis palestinos e israelenses são exploradas pelo Hamas sem o menor escrúpulo, tanto para alegar a condição de vítima como, inversamente, para intimidar.
A realidade difere consideravelmente das acusações que o Hamas e certos setores da esquerda dirigem a Israel em uníssono, como se já estivessem previamente ensaiadas.
As convenções internacionais estipulam que é proibido o uso de armas na proximidade de regiões habitadas, bem como condenam o bombardeio deliberado de civis. Essas duas descrições se aplicam sem ressalvas ao modus operandi do Hamas e são exatamente opostas às práticas das forças armadas israelenses. Como já é habitual, Israel é acusado precisamente daquilo que é feito pelas milícias terroristas.
Franklin Goldgrub, professor titular da Faculdade de Psicologia da PUC de São Paulo - www.franklingoldgrub.com
A guerra travada em Gaza foi amplamente distorcida pela mídia. Os consumidores de notícias obtiveram acesso apenas a matérias editadas tendenciosamente e a filmes montados nas ilhas de edição das redes de televisão.

Embora geralmente se julgue que a “direita” respalda o lado israelense e a “esquerda” favorece o lado palestino, é possível considerar que o conflito árabe-israelense, longe de situar-se na esfera do debate ideológico, refere-se na verdade a outra questão: o direito à existência, autonomia e soberania das minorias étnicas e religiosas do Oriente Médio.

Além de muçulmanos e judeus, cabe lembrar que a região é habitada por cristãos (armênios, coptas e maronitas), drusos, kurdos, circassianos, beduínos e baha’is.

A maioria muçulmana (quer xiita, sunita, alauíta ou wahabita), hegemônica em todos os países do Oriente Médio à exceção de Israel, submete os fiéis de outras crenças a diversos tipos de discriminação, que incluem proibição ou restrição de culto, pagamento de impostos especiais, cidadania de segunda classe, legislação diferenciada e punições especiais.

Essa atitude de intolerância consta dos próprios estatutos do Hamas, onde se afirma sem qualquer dissimulação que a finalidade desse movimento é a destruição de Israel.

Os ataques diários com foguetes e mísseis, disparados indiscriminadamente pelas milícias terroristas desde 2000, exacerbaram-se quando o Hamas tomou o poder em Gaza (2007). Tais ações bélicas visam deliberadamente atingir a população civil israelense, causando o maior número de baixas possível.
Inversamente, a tardia reação israelense foi antecedida por cuidadosa coleta de informações sobre alvos militares, para poupar ao máximo os habitantes de Gaza.

A disparidade entre o número de mortes de ambos os lados se deve não somente à diferença de armamento utilizado, mas principalmente ao fato de que todas as residências em Israel, por força de lei, têm um aposento protegido por concreto.

Além disso, as cidades contam com abrigos subterrâneos, sendo a população orientada a buscar refúgio sempre que as sirenes indicam a iminência de um novo bombardeio.

O Hamas, diferentemente, usa a população de Gaza como escudo, procedimento cuja finalidade é acusar Israel por crimes de guerra.

Além do aspecto militar, o confronto se estende à propaganda. As mortes de civis palestinos e israelenses são exploradas pelo Hamas sem o menor escrúpulo, tanto para alegar a condição de vítima como, inversamente, para intimidar.

A realidade difere consideravelmente das acusações que o Hamas e certos setores da esquerda dirigem a Israel em uníssono, como se já estivessem previamente ensaiadas.

As convenções internacionais estipulam que é proibido o uso de armas na proximidade de regiões habitadas, bem como condenam o bombardeio deliberado de civis. Essas duas descrições se aplicam sem ressalvas ao modus operandi do Hamas e são exatamente opostas às práticas das forças armadas israelenses. Como já é habitual, Israel é acusado precisamente daquilo que é feito pelas milícias terroristas.

Franklin Goldgrub, professor titular da Faculdade de Psicologia da PUC de São Paulo - www.franklingoldgrub.com

De pé, ó vítimas da fome!
De pé, famélicos da terra!
Da ideia a chama já consome,
A crosta bruta que a soterra.
Cortai o mal bem pelo fundo!
De pé, de pé, não mais senhores!
Se nada somos neste mundo,
Sejamos tudo, ó produtores!
Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
De uma Terra sem amos
A Internacional!
Messias, Deus, chefes supremos,
Nada esperemos de nenhum!
Sejamos nós quem conquistemos
A Terra-Mãe livre e comum!
Para não ter protestos vãos,
Para sair deste antro estreito,
Façamos nós, por nossas mãos,
Tudo o que a nós diz respeito!
Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
De uma Terra sem amos
A Internacional!
Crime de rico a lei o cobre,
O Estado esmaga o oprimido.
Não há direitos para o pobre,
Ao rico tudo é permitido.
À opressão não mais sujeitos!
Somos iguais todos os seres.
Não mais deveres sem direitos,
Não mais direitos sem deveres!
Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
De uma Terra sem amos
A Internacional!
Abomináveis na grandeza,
Os reis da mina e da fornalha
Edificaram a riqueza
Sobre o suor de quem trabalha!
Todo o produto de quem sua
A corja rica o recolheu.
Querendo que ela o restitua,
O povo só quer o que é seu!
Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
De uma Terra sem amos
A Internacional!
Fomos de fumo embriagados,
Paz entre nós, guerra aos senhores!
Façamos greve de soldados!
Somos irmãos, trabalhadores!
Se a raça vil, cheia de galas,
Nos quer à força canibais,
Logo verá que as nossas balas
São para os nossos generais!
Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
De uma Terra sem amos
A Internacional!
Somos o povo dos ativos
Trabalhador forte e fecundo.
Pertence a Terra aos produtivos;
Ó parasita, deixa o mundo!
Ó parasita, que te nutres
Do nosso sangue a gotejar,
Se nos faltarem os abutres
Não deixa o sol de fulgurar!
Bem unidos façamos,
Nesta luta final!
Uma terra sem amos
A Internacional!
De pé, ó vítimas da fome!
De pé, famélicos da terra!
Da ideia a chama já consome,
A crosta bruta que a soterra.
Cortai o mal bem pelo fundo!
De pé, de pé, não mais senhores!
Se nada somos neste mundo,
Sejamos tudo, ó produtores!

Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
De uma Terra sem amos
A Internacional!

Messias, Deus, chefes supremos,
Nada esperemos de nenhum!
Sejamos nós quem conquistemos
A Terra-Mãe livre e comum!
Para não ter protestos vãos,
Para sair deste antro estreito,
Façamos nós, por nossas mãos,
Tudo o que a nós diz respeito!

Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
De uma Terra sem amos
A Internacional!

Crime de rico a lei o cobre,
O Estado esmaga o oprimido.
Não há direitos para o pobre,
Ao rico tudo é permitido.
À opressão não mais sujeitos!
Somos iguais todos os seres.
Não mais deveres sem direitos,
Não mais direitos sem deveres!

Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
De uma Terra sem amos
A Internacional!

Abomináveis na grandeza,
Os reis da mina e da fornalha
Edificaram a riqueza
Sobre o suor de quem trabalha!
Todo o produto de quem sua
A corja rica o recolheu.
Querendo que ela o restitua,
O povo só quer o que é seu!

Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
De uma Terra sem amos
A Internacional!

Fomos de fumo embriagados,
Paz entre nós, guerra aos senhores!
Façamos greve de soldados!
Somos irmãos, trabalhadores!
Se a raça vil, cheia de galas,
Nos quer à força canibais,
Logo verá que as nossas balas
São para os nossos generais!

Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
De uma Terra sem amos
A Internacional!

Somos o povo dos ativos
Trabalhador forte e fecundo.
Pertence a Terra aos produtivos;
Ó parasita, deixa o mundo!
Ó parasita, que te nutres
Do nosso sangue a gotejar,
Se nos faltarem os abutres
Não deixa o sol de fulgurar!

Bem unidos façamos,
Nesta luta final!
Uma terra sem amos
A Internacional!

O Hino A Internacional surgiu de um poema escrito por Eugéne Pottier, em junho de 1871. Em 1910, no Congresso da II Internacional, em Copenhague, o hino foi tocado e cantado por uma orquestra e um coral de 500 pessoas, quando foi consagrado o hino internacional dos trabalhadores.

No Brasil, em 1º de maio de 1906, A Internacional foi cantada em uma manifestação em São Paulo.
Até os dias atuais, A Internacional é cantada por manifestantes, em diversas ocasiões de luta.

O histórico da guerra não é milenar. Remonta ao século vinte quando da criação do Estado Judaico de Israel
No início do século XX, viviam em harmonia 8% de judeus e 92% de árabes cristãos e muçulmanos na Palestina. 95% das terras pertenciam a árabes muçulmanos e cristãos.
Os judeus de fora da Palestina decidiram, no final do século XIX, criar um Estado apenas judaico e movimentaram o poderoso lobby junto às potências da época para isso. Em 1947, a ONU, sem qualquer consulta à massiva maioria não judaica palestina, criou, sobre 53% do território da Palestina, o Estado de Israel. Nos dois anos que sucederam a criação, através de terror e limpeza étnica, os judeus expulsaram metade da população palestina, tomaram 78% da Palestina histórica e dizimaram mais de 400 aldeias e cidades, inclusive aldeias cristãs, como Emaús.
O primeiro passo dessa operação de limpeza étnica de Israel foi o massacre da aldeia cristã de Deir Yassin, em abril de 1947. Igrejas, mesquitas, templos, casas, indústrias, lavouras, pomares foram destruídos ou apropriados por Israel, a fim de criar o Estado apenas judaico. Os nomes dos lugarejos foram apagados da história.
Em 1967, em nova guerra, Israel ocupou o restante da Palestina e impôs regime de ocupação marcial aos palestinos ali residentes e refugiados, que se viram privados de direitos básicos.
Israel contabiliza muitos massacres, confisco de terras árabes para entrega a colonos judeus estrangeiros, milhares de casas árabes demolidas, deportações, prisioneiros políticos (atualmente 12 mil), assassinato das lideranças palestinas, destruição da infraestrutura e economia palestina, escolas e hospitais palestinos transformados em QGs militares, frequentes toques de recolher, proibição de livros e até de ingestão de determinados alimentos aos árabes, desenraizamento de milhões de árvores, salgamento e envenamento de poços em propriedades árabes, assassinato de animais de carga usados pelos árabes em seus campos, uso de armas proibidas, confinamento  de populações árabes em verdadeiros campos de concentração etc.
Com a quebra do sigilo dos arquivos do governo de Israel, historiadores israelenses reconhecem que a versão oficial de Israel é falsa e que todas as operações de guerra foram planejadas com o fito de camuflagem para expansão de território.
Muitas personalidades como Gandhi se opuseram a criação de Israel e observavam que os judeus poderiam viver na Palestina, mas como iguais e não como exclusivos ou superiores. Mandela afirmou que Israel submete os palestinos a tratamento pior que o apartheid, já que além de confinar os palestinos a bantustões, suas condições são pioradas.
A única possibilidade de paz justa é um Estado para os dois povos, em que todos vivam com os mesmo direitos – um membro, um voto - e onde o racismo seja crime.
Os palestinos, desde o início, propuseram tal Estado binacional laico. Israel sempre rejeitou essa proposta porque quer o Estado só judaico, livre de não judeus. Racismo não é crime em Israel e os palestinos, mesmo os que estão na linha verde (fronteiras antes de 1967), não têm de fato cidadania, já que, por exemplo, a Lei de Retorno só existe para judeus, subsídios governamentais só existem para judeus, árabes só podem viver em locais assinalados por Israel, a circulação não é livre.
A outra proposta é que Israel realmente deixe que os palestinos constituam seu Estado em 22% de seu território original (de antes de 1948). Porém, tal Estado deve ser soberano, ou seja, é inaceitável que Israel pretenda ter o controle de fronteiras (entrada e saída de pessoas e bens), água, eletricidade, espaço aéreo do território palestino e ainda mantenha dentro desse minúsculo território colonos judeus com direitos superiores aos palestinos, com trânsito em estradas só permitidas aos judeus.
Racismo e apartheid, NÃO!
Infelizmente, Israel, criado de forma colonialista e em desrespeito a população nativa, pretende, como os brancos americanos, extinguir a população nativa – árabe, para obter a paz dos genocidas, o cemitério.
Os palestinos não irão se render. Melhor morrer lutando pela sua liberdade e dignidade a deixar-se escravizar. Os palestinos perdem seus corpos, os judeus, suas almas.
Jamile Abdel Latif, advogada e diretora da Federação das Entidades Palestinas
O histórico da guerra não é milenar. Remonta ao século vinte quando da criação do Estado Judaico de Israel

No início do século XX, viviam em harmonia 8% de judeus e 92% de árabes cristãos e muçulmanos na Palestina. 95% das terras pertenciam a árabes muçulmanos e cristãos.

Os judeus de fora da Palestina decidiram, no final do século XIX, criar um Estado apenas judaico e movimentaram o poderoso lobby junto às potências da época para isso. Em 1947, a ONU, sem qualquer consulta à massiva maioria não judaica palestina, criou, sobre 53% do território da Palestina, o Estado de Israel. Nos dois anos que sucederam a criação, através de terror e limpeza étnica, os judeus expulsaram metade da população palestina, tomaram 78% da Palestina histórica e dizimaram mais de 400 aldeias e cidades, inclusive aldeias cristãs, como Emaús.

O primeiro passo dessa operação de limpeza étnica de Israel foi o massacre da aldeia cristã de Deir Yassin, em abril de 1947. Igrejas, mesquitas, templos, casas, indústrias, lavouras, pomares foram destruídos ou apropriados por Israel, a fim de criar o Estado apenas judaico. Os nomes dos lugarejos foram apagados da história.

Em 1967, em nova guerra, Israel ocupou o restante da Palestina e impôs regime de ocupação marcial aos palestinos ali residentes e refugiados, que se viram privados de direitos básicos.

Israel contabiliza muitos massacres, confisco de terras árabes para entrega a colonos judeus estrangeiros, milhares de casas árabes demolidas, deportações, prisioneiros políticos (atualmente 12 mil), assassinato das lideranças palestinas, destruição da infraestrutura e economia palestina, escolas e hospitais palestinos transformados em QGs militares, frequentes toques de recolher, proibição de livros e até de ingestão de determinados alimentos aos árabes, desenraizamento de milhões de árvores, salgamento e envenamento de poços em propriedades árabes, assassinato de animais de carga usados pelos árabes em seus campos, uso de armas proibidas, confinamento  de populações árabes em verdadeiros campos de concentração etc.

Com a quebra do sigilo dos arquivos do governo de Israel, historiadores israelenses reconhecem que a versão oficial de Israel é falsa e que todas as operações de guerra foram planejadas com o fito de camuflagem para expansão de território.

Muitas personalidades como Gandhi se opuseram a criação de Israel e observavam que os judeus poderiam viver na Palestina, mas como iguais e não como exclusivos ou superiores. Mandela afirmou que Israel submete os palestinos a tratamento pior que o apartheid, já que além de confinar os palestinos a bantustões, suas condições são pioradas.

A única possibilidade de paz justa é um Estado para os dois povos, em que todos vivam com os mesmo direitos – um membro, um voto - e onde o racismo seja crime.

Os palestinos, desde o início, propuseram tal Estado binacional laico. Israel sempre rejeitou essa proposta porque quer o Estado só judaico, livre de não judeus. Racismo não é crime em Israel e os palestinos, mesmo os que estão na linha verde (fronteiras antes de 1967), não têm de fato cidadania, já que, por exemplo, a Lei de Retorno só existe para judeus, subsídios governamentais só existem para judeus, árabes só podem viver em locais assinalados por Israel, a circulação não é livre.

A outra proposta é que Israel realmente deixe que os palestinos constituam seu Estado em 22% de seu território original (de antes de 1948). Porém, tal Estado deve ser soberano, ou seja, é inaceitável que Israel pretenda ter o controle de fronteiras (entrada e saída de pessoas e bens), água, eletricidade, espaço aéreo do território palestino e ainda mantenha dentro desse minúsculo território colonos judeus com direitos superiores aos palestinos, com trânsito em estradas só permitidas aos judeus.

Racismo e apartheid, NÃO!

Infelizmente, Israel, criado de forma colonialista e em desrespeito a população nativa, pretende, como os brancos americanos, extinguir a população nativa – árabe, para obter a paz dos genocidas, o cemitério.

Os palestinos não irão se render. Melhor morrer lutando pela sua liberdade e dignidade a deixar-se escravizar. Os palestinos perdem seus corpos, os judeus, suas almas.

Jamile Abdel Latif, advogada e diretora da Federação das Entidades Palestinas