Educação Básica 2O Governo de São Paulo anunciou hoje (9/6) a antecipação da vacinação dos profissionais da Educação Básica, com idades entre 18 e 44 anos, para esta sexta-feira (11/6). Quem está na faixa etária dos 45 e 46, segundo informações do Estado, já seria vacinado nesta quarta-feira.

Para isso, é preciso fazer o primeiro cadastro no site https://vacinaja.sp.gov.br/educacao para fins de comprovação de atuação na área. No local da vacinação (consulte seu município), é indispensável apresentar o QR Code e documentos pessoais.

Vale ressaltar que a imunização da categoria é resultado de muita pressão do movimento sindical, uma vez que as atividades presenciais sem vacina é um crime contra a vida de todos.

 

07062021 comunicadoNa manhã desta segunda-feira (7/6), após uma série de solicitações por parte do SINPRO ABC, fomos recebidos pelo prefeito de São Caetano do Sul, Tite Campanella, para tratar sobre vacinação da categoria e fiscalização das escolas como formas de planejar o retorno presencial das atividades com mais prudência e segurança.

Diante das reivindicações do movimento sindical, que externou o descontentamento com a exclusão dos trabalhadores da rede privada do calendário de imunização, o chefe do Executivo municipal se comprometeu a iniciar a vacinação já nos próximos dias.

Ainda, cobramos um canal direto e efetivo para que as denúncias de descumprimento dos protocolos de higiene e segurança possam ser feitas. Foram colocados os números 156 e 0800-7000-156 para contato e informado que a vigilância sanitária fará visitação nas escolas para garantir a efetividade dos protocolos.

Acompanhe em nossos canais os próximos passos. Ficaremos atentos para que todos os compromissos sejam cumpridos.

Vitória da mobilização. Vitória da união. Vitória da categoria.

08062021 elenaoQuem não sentiu vergonha de ser brasileiro diante dos depoimentos prestados na CPI da Covid-19 provavelmente não assistiu a nenhuma das falas. Vergonha é o sentimento mais leve que desperta na nação.

A sensação que temos é um misto de despreparo e vaidade, somada à incompetência (de sobra) e devaneios tão absurdos que parecem roteiro de filme de ficção científica da pior qualidade. Até alterar a bula de medicamento cientificamente ineficaz contra a doença foi discutido a fim de curar única e exclusivamente a doença moral do milico Bolsonaro.

Vimos ex-ministros escancarando o sistema de desgoverno imposto pelo Governo Federal. Mandeta, titular da Saúde quando a pandemia foi decretada, expôs o descaso do presidente diante de tantos alertas. Descaso este oficializado em pronunciamento em rede nacional no qual Bolsonaro minimizou a situação e que, posteriormente, levaria o Brasil para o colapso total na Saúde, no Social e na Economia. 

Nelson Teich ficou mais tempo depondo à CPI do que à frente do Ministério. Resumiu sua decisão de saída à insistência do presidente na cloroquina e à falta de autonomia. Em outras palavras, seria coadjuvante nas decisões.

Eduardo Pazuello foi o mensageiro da desgraça. Não caberia em poucas palavras o resumo de tudo o que foi dito. Depois de levar o Brasil ao pior patamar da covid, ainda teve a audácia de dizer que “saiu por ter a sensação de dever cumprido”. Diante da política genocida implantada, realmente podemos dizer que sua atuação cumpriu com o esperado pelo GF.

Marcelo Queiroga explodiu em contradições; Nise Yamaguchi se esquivou de perguntas mais diretas; Mayra Pinheiro confundiu logotipo com imagem fálica, e todos, de forma ou outra, blindaram Bolsonaro, o inepto que ignorou ofertas de vacinas que poderiam ter resgatado o Brasil, sempre a base de muito desdém e deboche.

Bolsonaro é o dono da bola e só joga quem ele deixa. Ele escalou o time e expulsou de campo quem discordava das alucinações propostas. Teria criado o Gabinete Paralelo para seguir à risca sua cartilha do apocalipse. A pergunta é: depois de tudo o que foi dito à CPI, quem ainda tem a indecência de cogitar seguir ladeira abaixo rumo ao irreversível?

Quem é a favor da vida, é #EleNão.

Carreata será no dia 8 de junho (terça-feira), com concentração às 14h

O SINPRO ABC, entidades sindicais e movimentos de representação dos professores convocam os profissionais da Educação para a carreata do Ato Pela Vacinação da Categoria, que será realizada na próxima terça-feira (8/6), com concentração no Paço Municipal de Santo André (Praça IV Centenário, s/n, Centro), às 14h, e seguirá até a Secretaria de Educação de São Caetano do Sul (Av. Goiás, 950, B. Santa Paula) - ATUALIZADO.

Nesta semana, os prefeitos de ambos os municípios anunciaram a imunização somente de trabalhadores da rede pública (Santo André para as escolas municipais e São Caetano para as municipais e estaduais), ignorando e desrespeitando o direito dos profissionais da rede particular. Diante disso, o SINPRO ABC já está tomando as providências jurídicas para reverter tal discriminação e fazer valer o acesso à vacina a toda categoria.

Lembramos que, a fim de cumprir com todos os protocolos de segurança, é indispensável o uso de máscaras.

Todas as vidas importam. Vacina para todos.

SINPRO ABC, CUT ABC, Apeoesp, Sindserv Santo André, ASPESCS e Servidores em Ação

Foto de MayraApós forte pressão do movimento sindical e de grupos de representação dos profissionais da Educação, a Prefeitura de Santo André informou que vacinará toda a categoria neste final de semana, incluindo os trabalhadores da rede privada e servidores estaduais. 

O SINPRO ABC segue reivindicando ao município rigor na fiscalização das escolas para que a retomada às atividades seja feita de forma prudente, responsável e com segurança para todos. Ainda, pede que o prazo para a eficácia da imunização seja respeitado.  
Ontem, em São Caetano do Sul, após reunião com o SINPRO ABC, o prefeito anunciou a vacinação para os trabalhadores das escolas particulares. Nossa diretoria continuará monitorando as datas, uma vez que, neste momento, o cadastramento está limitado para pessoas com 40 anos ou mais.  
Acompanhe nos canais oficiais da cidade a respeito do agendamento. Ficaremos atentos para que todos os compromissos sejam cumpridos. 
Vitória da mobilização. Vitória da união. Vitória da categoria.

02062021 editorialMetaforizando o sambista Nelson Sargento, falecido há cerca de uma semana, as universidades federais agonizam, mas, em se tratando de Brasil, podem, sim, morrer. 

Na contramão do que se espera de uma sociedade próspera, que investe na Educação como pilar fundamental de transformação social, o que acompanhamos é o desmonte e a desvalorização do ensino em todos os níveis. Contudo, reservaremos este texto, em especial, para falar do Ensino Superior Público.

Em maio de 2021, a notícia de que universidades federais poderiam fechar as portas por falta de recursos impactou, mas não surpreendeu aqueles que acompanham de perto a realidade depauperada dessas instituições. UFRJ (Federal do Rio de Janeiro), Unifesp (São Paulo), UFG (Goiás), UnB (Brasília), UFBA (Bahia), UFABC (Santo André), entre outras, anunciaram que estavam enfraquecidas e poderiam parar as atividades já no próximo mês.

Sancionado pelo “presidente” Jair Bolsonaro em abril, o Orçamento para 2021 prevê o corte de mais de R$ 1 bi nos recursos das universidades federais, o que corresponde a uma queda de 18,16% em relação a 2020. De acordo com matéria divulgada pela Rede Brasil Atual, o valor de R$ 2,5 bi para os chamados gastos discricionários das 69 universidades federais, que representam cerca de 1,3 milhão de estudantes, é praticamente o mesmo ao destinado pelo orçamento no ano de 2004. A diferença é que, naquele ano, o País tinha 51 instituições que abrigavam 574 mil alunos.

No mesmo período, foi apresentado à nação o Bolsolão, um orçamento secreto que o imoral Bolsonaro criou a fim de negociar apoio junto ao Congresso. Prioridades.

Em nota, a Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) declarou: “(...) Mesmo em meio a tamanha dificuldade orçamentária, a rede de universidades federais tem se recusado a parar. Com ajustes que já chegaram ao limite, redução de despesa resultante da prevalência das atividades remotas, ao contrário, temos mantido nossas ações e nossa estrutura a serviço dos brasileiros, sobretudo, na luta diária contra o Coronavírus. Além do ensino, pesquisa e extensão, da formação de milhares de profissionais altamente qualificados, as universidades têm se dedicado às questões humanitárias que permeiam esse grave momento global. Não paramos nem um dia. A pandemia pode acabar. O vírus não. Portanto temos que agir e nos precaver. Pelo menos três universidades federais estão desenvolvendo vacinas nacionais contra a Covid-19. (...) Reduzir ou paralisar nossas atividades não é uma opção. Seria o mesmo que impor uma punição aos brasileiros, já tão agastados com a pandemia. Rever valores, conceitos e prioridades é o caminho para o qual conclamamos as autoridades.”

Com isso, perdem os alunos, os hospitais públicos mantidos por essas universidades, os pesquisadores, os professores, a ciência, a vida, o desenvolvimento do Brasil e, acima de tudo, a nação, que fica cada vez mais pobre de conhecimento e de atenção básica- e talvez seja esse o grande interesse do miliciano.

Quem defende a Educação também defende o #EleNão.

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