O SinproABC lamenta que a instituição não se importe nem com a situação dramática vivida pelos seus professores e nem com os pais e alunos, que poderão ser prejudicados pela indiferença e irresponsabilidade dos seus dirigentes

 

Os professores e professoras do Colégio Metodista decidiram após assembleia realizada na ultima quinta-feira, dia 17, aguardar mais uma semana para que a Instituição apresente alguma proposta de solução ao impasse que envolve os educadores e seus direitos. O Colégio Metodista não tem respeitado uma série de direitos dos professores e professoras, entre os quais o pagamento de salários e deposito de FGTS - Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. (saiba todos os pontos abaixo)
A assembleia deliberou que o prazo para o posicionamento da Instituição será até dia 23, após a data a greve poderá ser uma das medidas adotadas pela categoria em resposta à direção do Colégio.
A data de 23 foi escolhida devido a uma promessa, não oficializada, feita aos professores, onde a mantenedora estaria fechando um negócio de venda de um imóvel, de propriedade da própria mantenedora, que seria concretizado até aquela data para saldar as dívidas com os docentes. Apenas uma promessa, mas que os professores resolveram, mais uma vez acreditar numa saída para o impasse.
Até o momento, a Instituição respondeu com evasivas e indiferença às reivindicações não apresentando nenhuma saída efetiva e objetiva para a situação dramática que vivem os professores.

Os professores reivindicam de imediato:
Pagamento integral do salário de setembro de 2019;
Pagamento de 1/3 das férias (que pode ser parcelado);
Regularização dos vales-alimentação, atrasados há 5 meses;
Regularização dos depósitos do FGTS.
Pagamento dos salários dentro do prazo legal, ou seja, até o quinto dia útil do mês subsequente ao trabalhado;
Entretanto, está também na pauta dos docentes:
Pagamento da multa pelo atraso no pagamento dos salários;
Estabilidade de 90 dias para os professores e funcionários do Colégio Metodista;
08. Suspensão de avaliação pedagógica tendenciosa relativas ao desempenho do corpo docente;
09. Não cobrança por parte da coordenação e direção, de leitura de e-mail fora do horário de trabalho;
10. Respeito aos 20 minutos de horário para intervalo;
11. Não atrasar mais o pagamento do convênio médico;
12. Melhoria do acesso aos holerites;
13. Cancelamento dos HTP e do atendimento aos pais, enquanto os pagamentos em atraso de tais atividades não forem realizados.

Professor : 

A importância histórica e o papel atual dos sindicatos

Os direitos não são permanentes, você terá que manter-se vigilante durante toda a sua vida.  A escritora Simone de Beauvoir, autora da frase, referia-se mais especificamente às conquistas das mulheres, no entanto, sua afirmação responde com exatidão nossos maiores questionamentos e anseios neste inicio de 2019.

Emerge em nossa sociedade o trabalhador precarizado, com trabalho irregular, de tempo parcial, sem garantias. Mas também emerge o trabalhador estável e empobrecido da suposta classe media.  Soma-se a esse novo trabalhador a singularidade  daqueles que são da área educacional. São trabalhadores que convivem com a nova ordem, obrigados, em muitos casos a atuarem como Pessoa Jurídica, que convivem com monitoramento e vigilância sistemática e uma tentativa constante de serem incorporados com “naturalidade” ao desmonte de conquistas de quase 80 anos, que a reforma trabalhista jogou por terra.

Diante do retrocesso, nenhum trabalhador está isento de risco. As consequências do desmantelamento do trabalho serão sentidas por todos; no entanto, o educador passa pelo agravante de ser desqualificado com a pecha de “doutrinador “ usada ultimamente para validar imposições ideológicas e desculpas para os “fracassos” da educação pública nacional.

Historicamente, os sindicatos foram a principal arma coletiva do trabalhador para conquistar direitos e combater a destruição de conquistas. Isso vale desde a Inglaterra da Revolução Industrial até o Brasil do século XX.   O atual cenário de ataques ao trabalhador, que teve suas garantias, decorrentes de lutas históricas, sequestradas pelas novas prioridades politicas e econômicas, só pode encontrar resposta eficaz na  atuação contundente da organização sindical.

 A importância de ser capaz de atuar como classe, para assim ser capaz de agir de modo eficaz, na defesa de direitos e avanços de conquistas não é nostalgia, mas faz-se urgente.

O movimento sindical brasileiro tem força para vetar certas medidas; mais que isso, é capaz de ir além e impor uma agenda propositiva ao país. Tudo depende da participação ativa das principais categorias profissionais em seus sindicatos.

O novo sindicalismo, um elemento chave da redemocratização do Brasil, surgiu sob a liderança do ABC Paulista e estendeu-se nacionalmente. Sua marca foi ter tido uma postura mais ousada, rompendo as amarras que o prendiam ao controle estatal durante décadas.

Um novo momento se desenha. Não há nada mais atual que compreender o ataque aos direitos conquistados, o risco pessoal e coletivo e, por outro lado a dimensão da força da classe trabalhadora e de seu uso em beneficio da própria categoria. 

Nesse momento de desmonte dos direitos trabalhistas, o sindicalismo volta a ter uma importância imprescindível aos trabalhadores e o ABC pode ser novamente protagonista desse momento histórico.  

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Angela Lima - Jornalista - Mestrandra em Geografia   

 

 

DIRETORIA

“Organização, Unidade, Resistência e Luta”
é a chapa para o próximo quadriênio

A formação da chapa que vai disputar as eleições do SinproABC – Sindicato dos Professores de Santo André, São Bernardo e São Caetano para o período entre 2020 e 2024 esta definida. O grupo realizou a primeira convenção no mês passado. Intitulada “Organização, Unidade, Resistência e Luta”, a chapa é formada por 20 membros foi à única registrada para o pleito que vai ocorrer entre os dias 21 e 25 de outubro.
Na composição da chapa que deverá compor a nova diretoria há membros do mandato vigente – que termina em dezembro e novos componentes para o mandato que iniciara em janeiro de 2020 e segue até 2024
Durante as eleições será disponibilizado para os eleitores urnas itinerante e uma urna fixa será instalada no SinproABC . Poderão votar os professores que são sócios e estejam quites com a mensalidade do sindicato.

Conheça a composição da chama “Organização, Unidade, Resistência e Luta”

1) Alex Silva Nogueira;
2) Aloisio Alves da Silva;
3) Cristiane Gandolfi;
4) Denise Filomena Lopes Marques;
5) Edélcio Plenas Gomes;
6) Edilene Arjoni Moda;
7) Elias José Balbino da Silva;
8) Felipe Augusto Cintra Magalhães;
9) Gladston Alberto Minoto da Silva;
10) José Carlos Oliveira Costa;
11) José Jorge Maggio;
12) Marcelo Buzetto;
13) Maria Aparecida de Donato;
14) Maria Lucia Minoto da Silva;
15) Mariana de Melo Rocha;
16) Maury Massani Tanji;
17) Nelson Bertarello;
18) Paulo Roberto Yamaçake;
19) Rafael Pereira Fieri;
20) Vandré Kopcak

 

 

“Apagar o professor é apagar o futuro.”

Por Maria Clotilde Lemos Petta*

 

avaliando o professor 3

A data comemorativa do Dia do Professor — 15 de outubro —, neste final da segunda década do século XXI, deve ser oportunidade para uma reflexão sobre o papel deste profissional na sociedade glorificada como sendo do “conhecimento”. Se, por um lado, ao nível do discurso, a educação, e em decorrência o professor, são considerados como decisivos para o futuro das novas gerações e nações, paradoxalmente as condições de trabalho dos professores é marcada pela instabilidade, a precariedade, a intensificação do trabalho docente com tendência inclusive de desprofissionalização.

O português António Nóvoa, um dos maiores especialistas mundiais em formação de professores, aponta também outro paradoxo: a glorificação da sociedade do “conhecimento” se contrapõe com a dificuldade da formação inicial de qualidade na formação continuada dos professores e com o desprestígio acentuado desse profissional. Essa realidade é contraditória, na medida em que, embora os professores sejam atingidos pela desvalorização, continuam com o papel principal na organização do processo ensino-aprendizagem.

No Brasil, com a atual onda conservadora e antidemocrática reforçada pelo governo Bolsonaro, nega-se o papel crucial da ciência e das pesquisas científicas e promove-se todo tipo de ataques à educação e ao professor. O Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE), no dia 2 de outubro, em Brasília, no ato “Educação pública, ciência, tecnologia e soberania do Brasil: Não tirem o dinheiro da educação básica e das universidades públicas”, denuncia que “estamos diante da maior ofensiva das elites contra o direito à educação no país”.

Diante deste quadro adverso, crescem pelas várias regiões do país iniciativas de organização de resistência para o enfrentamento às medidas regressivas, arbitrárias e autoritárias do atual governo. Na cidade de Campinas (SP) professores e professoras dos setores público e privado, dos diferentes níveis educacionais, se uniram na organização de uma “Frente ampla em defesa da educação e pela valorização dos professores”. Uma primeira iniciativa dessa Frente foi a construção de uma agenda unitária dos eventos promovidos pelas diferentes organizações no mês de outubro. O “Outubro Unificado em defesa da educação e dos professores” tem implementado uma agenda muito diversa, com atos, debates, palestras, seminários, atividades culturais, festas, caminhadas, com destaque para a mobilização para a Assembleia Extraordinária da Unicamp, em defesa da ciência, da educação e da autonomia universitária no país.

Nessa agenda de lutas, tem-se buscado também uma maior aproximação com setores populares, buscando alertar a população para as consequências desses ataques para o futuro da sociedade brasileira. Neste sentido, foi organizado um evento denominado Ciência na Praça, alternando atividades culturais (teatro, atividade circense e coral) com aulas públicas e demonstração de pesquisas científicas, buscando aumentar a consciência sobre conquistas que só foram possíveis graças ao trabalho de professores, pesquisadores e estudantes. As aula públicas objetivaram também fomentar o debate sobre temas educacionais candentes no atual momento. Entre esses destacamos “A educação e os direitos humanos no Brasil”; “Conversa sobre educação climática com a apresentação de uma maquete dinâmica sobre a necessidade de se manter a floresta em pé”; “A disciplina de sociologia na educação brasileira”; “As escolas cívico-militares”; “A home school”, entre outras.

Enfim, essa luta precisa continuar, seja através do Fórum Nacional Popular de Educação, das organizações sindicais e profissionais nacionais e estaduais, ou seja em lutas locais nos municípios, a exemplo de Frentes Amplas de Educação. Como ressalta o coordenador-geral da Confederação Nacional dos trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino — Contee, professor Gilson Reis, “a educação tem muitas possibilidades nesta luta política e nós somos chamados a assumir nossas responsabilidades e que a gente possa continuar acumulando força para uma ruptura maior num futuro próximo” .

*Maria Clotilde Lemos Petta é coordenadora da Secretaria de Relações Internacionais da Contee, diretora do Sinpro Campinas e Região e vice-presidente da CEA

 

segundo o Ministério da Saúde, em 2004 a taxa era de 8,6 por grupo de mil nascidos vivos, tendo passado para 9,6 por mil nascidos vivos em 2009.

 

O Dia Internacional das Meninas, celebrado pelas Nações Unidas pela primeira vez neste dia 11 de outubro, marca os progressos realizados na promoção dos direitos das meninas e mulheres adolescentes e reconhece a necessidade de se ampliar as estratégias para eliminar as desigualdades de gênero em todo o mundo.

Nesta ocasião, os Escritórios Regionais para a América Latina e o Caribe do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), da ONU Mulheres, da Campanha do Secretário-Geral das Nações Unidas ‘Una-se pelo Fim da Violência contra as Mulheres’ e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) expressam sua preocupação com a situação de milhões de meninas e adolescentes na região, especialmente aquelas que vivem em situação de extrema pobreza ou estão sujeitas à discriminação de gênero e a outros tipos de violência.

 

A América Latina e o Caribe são as únicas regiões onde as taxas de gravidez na adolescência estão estagnadas ou aumentaram, apesar das taxas totais de fecundidade estarem em declínio. Atualmente, quase uma em cada cinco crianças nasce de mães adolescentes na região, com idade entre 15 e 19 anos; no Brasil, um em cada cinco nascimentos ocorre com mães com idade entre 10 e 19 anos.

As relações sexuais antes dos 14 anos são classificadas pela legislação brasileira como estupro de vulnerável, ou seja, legalmente consideradas uma violação de direitos, um crime. Apesar disso, a idade média da primeira relação sexual no país é de 15,3 anos, sendo que 31,4% das pessoas sexualmente ativas têm relações sexuais antes dos 15 anos, segundo a Pesquisa Nacional de Demografia em Saúde (2006). E do total de meninas entre 12 e 17 anos, 2,8% já tiveram filhos.

O fato mais preocupante é que a taxa de gravidez vem aumentando para o grupo de meninas de até 15 anos: segundo o Ministério da Saúde, em 2004 a taxa era de 8,6 por grupo de mil nascidos vivos, tendo passado para 9,6 por mil nascidos vivos em 2009.

Em muitos países da América Latina e do Caribe, a idade mínima legal para o casamento de meninas varia entre 14 e 16 anos, mas há alguns casos em que chega a 12 ou 13 anos, contribuindo para a alta taxa de gravidez na adolescência. A maioria dessas meninas vive em zonas rurais ou em comunidades pobres dos centros urbanos.

No Brasil, o casamento é permitido a partir dos 16 anos; entre 14 e 16 anos as e os adolescentes podem se casar, desde que obtenham autorização judicial. Abaixo de 14 anos, o casamento formal é considerado crime. Segundo dados oficiais do Censo 2010 do IBGE, a população brasileira com idade entre 10 e 14 anos é de 17.166.761 pessoas, das quais 45.785 declararam estar em situação de união estável ou casamento informal; 1,2% das adolescentes até 17 anos estão civilmente casadas.

Outro dado importante é que hoje 2% das meninas entre 12 e 17 anos são consideradas as principais responsáveis pelo domicílio. No total dos adolescentes nessa categoria, as meninas representam 58% e os meninos, 42%.

A maternidade – que se apresenta como única opção de vida para muitas adolescentes – torna-se um mecanismo de reprodução de padrões de exclusão e manutenção da pobreza, representando grave ameaça ao desenvolvimento pleno e à realização dos direitos dessas meninas e adolescentes, como educação e saúde. No Brasil, um estudo feito pelo IPEA em 2008 mostrou que, entre as meninas de 10 a 17 anos sem filhos, 6,1% estavam fora da escola. Entre as meninas que tinham filhos, 75,7% não estudavam e 57,8% não estudavam e nem trabalhavam. Também são as meninas e adolescentes as maiores vítimas de violência e exploração sexual, representando, no Brasil, quase 80% dos casos de denúncias recebidas pelo serviço Disque 100 em 2010.

Considerando os riscos diretos à saúde, adolescentes são mais sujeitas à complicações relacionadas à gravidez e ao parto e têm maior chance de serem vítimas de morte materna quando comparadas às mulheres adultas.

Segundo os dados do Ministério da Saúde, no Brasil, quanto menor a idade, menos consultas pré-natais são realizadas, aumentando assim os riscos de complicações relacionadas à gravidez e de morte materna. Meninas que deram a luz antes dos 15 anos têm cinco vezes mais chance de morrer durante o parto que mulheres mais velhas.

Segundo dados do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos do Ministério da Saúde (Sinasc) em 2009, entre meninas grávidas de até 15 anos de idade, 38% fizeram sete consultas pré-natais ou mais. Entre adolescentes grávidas de 12 a 17 anos, a proporção foi de 43,5%. Para as adolescentes grávidas negras e indígenas o acesso ao número preconizado de consultas foi menor em ambos os grupos etários. A falta de cuidados adequados durante a gestação aumenta o risco de baixo peso ao nascer, desnutrição e déficit no desenvolvimento físico e cognitivo do bebê.

A gravidez na adolescência é uma questão complexa e envolve vários fatores. Segundo as pesquisas, quanto mais jovem a mãe, maior é o desejo de ter filhos, especialmente nos grupos mais excluídos e historicamente discriminados; a gravidez assume um papel crucial em seus “projetos de vida” e se torna uma opção para muitas meninas que buscam maior reconhecimento social. Uma resposta adequada à essa questão depende da compreensão, por parte de toda a sociedade, dos significados que a união, o casamento e/ou a gravidez podem ter na vida dessas meninas, e da construção de alternativas que permitam a elas conhecer e ampliar seu repertório de direitos, seus horizontes, e, por consequência, construir habilidades para mudar os rumos de sua história.

Os contextos de vulnerabilidade aqui descritos afetam desproporcionalmente as meninas adolescentes e perpetuam um ciclo de iniquidades, pobreza e violência. Por isso, as agências das Nações Unidas recomendam aos governos a adoção de medidas urgentes, decisivas e orquestradas para garantir que cada menina tenha o direito de viver plenamente sua adolescência e desenvolver todo o seu potencial. Ou seja, um presente e um futuro com direitos e equidade, sem violência e discriminação.

via Agencia ONU

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