Patrões intransigentes, mas professores unidos pelo dissidio coletivo

O SinproABC – Sindicato dos Professores do ABC se une aos demais sindicatos que representam os professores e professoras do Estado de São Paulo e compõem a base da Fepesp - Federação dos Professores do Estado de São Paulo, sobre o julgamento do dissidio coletivo na 2. Região. Juntos os sindicatos representam 80% dos profissionais da Educação de todo o Estado.

Nesta terça-feira, dia 18, ocorreu nova sessão da audiência de conciliação do dissídio, mas o Sindicato Patronal não aceitou a proposta mediada pela desembargadora Ivani Bramante que conduzia o processo de conciliação.

Mais uma vez os patrões desconsideram o Tribunal e de modo intransigente, pois o Sieeesp não promoveu qualquer assembleia de donos de escolas, decidiu sem ampla consulta, e manteve sua posição de inflexibilidade demonstrada desde o início das negociações.

Como houve nova recusa, o dissídio segue seu rito com o sorteio de um juiz relator para instrução de julgamento.

Saiba mais no vídeo com o presidente da Fepesp Celso Napolitano:

https://www.facebook.com/fepesp/videos/2010125529099131/

 

Olá professora e professor!


É com satisfação que enviamos mais um exemplar do boletim “O Professor”, número 422 – maio e junho de 2019, produzido pelo departamento de comunicação do Sindicato dos Professores do ABC.

Nesta edição você vai conferir na matéria de capa: A greve histórica protagonizada pelos professores e professoras da Universidade Metodista. Foram 21 dias de paralisação.

A unidade da categoria deu o tom do movimento. As reivindicações dos docentes despertou a solidariedade da comunidade, dos alunos, dos profissionais técnicos da Metodista, de importantes entidades sindicais como o Sindicato dos

Bancários e até da Igreja da Mooca. Os professores voltaram ao trabalho dia 20, após mesa de conciliação com o TRT-SP.

Você vai saber também que a Educação Básica segue em Campanha Salarial, agora na justiça e detalhes sobre a queda do Reitor Milreu da Fundação Santo André.

Em “Nossos Direitos” vamos falar sobre a importância de ficar atento ao pagamento de hora extra em trabalhos realizados nas Festas Juninas e sobre as férias, direito conquistado pelo professor.

Vamos recordar o impacto das grandes manifestações em favor da educação do país e contra de corte de verbas do governo Bolsonaro e reforçar a chamada para a Greve Geral Nacional que acontece dia 14, sexta-feira. Tem também as parcerias que o SinproABC oferece aos professores, dicas culturais e de lazer. Tudo isso e muito mais.

Veja aversão online nesse: https://www.flipsnack.com/sinpro/boletim-o-professor-edi-o-maio-junho-2019.html ou baixe clicando na imagem abaixo.

Se tiver algum assunto que você queira verificar aqui em nosso boletim, envie sua sugestão de pauta: 98921-2588

Boa Leitura!

Boletim O PROFESSOR para grafica final 1

 

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O Sindicato dos Professores do ABC — SinproABC lamenta profundamente o falecimento do professor e grande companheiro Messias Simão Telecesqui, diretor do Sinpro Minas e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Messias foi um dos fundadores e diretor do SinproABC e um defensor incansável dos direitos da categoria.

Professor de história e militante desde a juventude, ainda em São Paulo, Messias batalhou sempre em defesa da educação, dos trabalhadores, da democracia e de uma sociedade mais justa e igualitária

O corpo será velado em Alfenas, Minas Gerais, na rua Gabriel Monteiro, 1.400, e será sepultado às 17h.

À família, aos amigos e aos companheiros de luta, todo nosso apoio neste momento de saudade e toda nossa solidariedade. Seu exemplo de luta seguirá vivo.

Messias: presente!

 

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Messias essembeia dia  25/11/1987

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As férias são um direito constitucional de todos os trabalhadores. O direito a férias coletivas, na rede privada, foi conquistado em sucessivas campanhas salariais e negociações com o setor patronal. O objetivo é unir as férias de casais, permitir que as famílias programem seu descanso com as férias de seus filhos em idade escolar.

Férias é direito, não se sinta intimidado a ter que trabalhar em seu período de descanso legal.

Saiba mais sobre as regras de férias:
1. Qual o prazo para o pagamento das férias?
O salário de férias e o adicional de 1/3 devem ser pagos até 48 horas antes do início do gozo das férias. É o que determinam o artigo 145 da CLT e as convenções coletivas de trabalho.
2. Como é tributado o salário de férias?
O imposto de renda é calculado sobre a soma do salário de férias e do adicional de 1/3, separadamente de outras remunerações recebidas no mês. Há desconto do INSS sobre o salário de férias e o adicional constitucional de 1/3.
3. Quem tem menos de um de trabalho na escola recebe férias integrais em julho?
A CLT (art. 140) determina o pagamento proporcional das férias e do adicional de 1/3, na relação de 1/12 para cada mês trabalhado. A partir daí, inicia-se um novo período aquisitivo. O restante do mês de julho é pago como licença remunerada.
4. Quem está em licença maternidade em julho tem direito às férias?
Quem está afastado em licença maternidade (gravidez ou adoção) não entra em férias. Elas serão gozadas ao final do afastamento, como determinam a convenção coletiva dos professores.
5. O professor pode ser demitido durante as férias?
Não. As demissões devem ser comunicadas até um dia antes do início das férias.
6. O professor pode pedir demissão durante as férias?
Não. O pedido de demissão deve ser feito até o dia que antecede o início das férias. Não sendo possível, o professor pode até comunicar a decisão de sair, mas a formalização só será feita no encerramento das férias.
7. Qual a diferença entre férias e recesso?
O recesso é uma licença remunerada obrigatória de 30 dias, durante os quais o professor não pode ser convocado para trabalhar. Na maior parte das escolas, o recesso é concedido entre o final de dezembro e durante o mês de janeiro.
Diferentemente das férias, o recesso é pago como um salário normal, até o 5º dia útil do mês subsequente.
8. A escola pode exigir trabalho do professor durante as férias?
Evidentemente, não!

COMUNICADO greve

 

Às Instituições de Ensino do ABC

 

O Sindicato dos Professores do ABC, entidade sindical de primeiro grau, inscrito no CNPJ sob o nº 53.714.440/0001-77, com sede à Rua Pirituba, 61/65 – B. Casa Branca – Santo André - SP, no exercício de suas atribuições constitucionais, e em cumprimento ao disposto na Lei 7.783/1989, vem por meio do presente comunicar tempestivamente que, conforme deliberação da Assembleia Geral Extraordinária da categoria dos Professores da rede privada de ensino, nos municípios de Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul, base territorial do Sindicato, realizada no dia 17 de maio de 2019, foi aprovada GREVE no dia 14 de junho de 2019, ante a Reforma da Previdência.

Atenciosamente,

José Jorge Maggio
Presidente do SINPRO ABC

Predominam os estudantes de cor parda ou preta que cursaram o ensino médio em escola pública e que são os primeiros

da família a entrar na universidade.

ANDIFES

Estruturado em dados de 2018, o levantamento aponta que 26,61% dos alunos das federais têm renda de até meio salário mínimo, 26,93% de até um salário mínimo, e 16,61% de até um salário e meio, totalizando 70,2%. Em 2014, quando foi feita a última pesquisa, eles eram 66,2%. Por estado, o Pará é onde há mais estudantes com esse perfil: 88%. Na outra ponta, está o Distrito Federal: 47,1%.

ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL – Esses estudantes são aqueles beneficiados pelos programas de assistência estudantil. Isso significa que mesmo sem bloqueio de recursos para esse fim, a tendência de crescimento e a quantidade hoje insuficiente para atender a todos vêm preocupando a Andifes. A pesquisa mostrou, por exemplo, que 30% dos alunos participavam de algum programa de assistência estudantil. Eles recebem principalmente assistência em alimentação, bolsa permanência, transporte e moradia.
De acordo com César Augusto Da Ros, integrante do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Estudantis (Fonaprace), órgão vinculado à Andifes, o levantamento reforça o que já era visto nas pesquisas anteriores e mostra que é errada visão de que as universidades federais são frequentadas majoritariamente pelos mais ricos. “A pesquisa de 2010 colocava por terra o que frequentemente é requentado para professar teses de defesa da cobrança de mensalidade nas universidades públicas. Posteriormente, as duas pesquisas de 2014 e 2018 são importantes porque aferem uma mudança significativa nas universidades nos últimos 15 anos”, explica Da Ros.


RECORTE RACIAL – Por cor, pardos e pretos somados são, pela primeira vez, mais da metade dos alunos, representando 51,2% do total. Ainda assim, isso está abaixo da média da população brasileira, em que esse índice é de 60,6%. Ao todo, 43,3% dos estudantes são brancos, 39,2% são pardos, 12% são pretos, 2,1% são amarelos, 0,9% são indígenas, e não há informações de 2,5%. Proporcionalmente ao tamanho da população brasileira, os brancos, amarelos e pretos estão sobre-representados. Já os pardos e indígenas são sub-representados. Em relação a 2014, aumentou a proporção de pardos, pretos e indígenas, e diminuiu a de brancos e amarelos.
Outro dado da pesquisa mostra que 60,4% dos alunos fizeram Ensino Médico exclusivamente em escola pública, frente a 60,2% em 2014. Em 2003, eram 37,5%. Se incluídos também aqueles que passaram mais tempo na rede de educação pública do que na privada, o índice sobe para 64,7% em 2018.
Pais não tiveram acesso à universidade
A maioria dos estudantes é oriunda de famílias em que os pais fizeram no máximo o ensino médio: 62,7% deles têm mães que não chegaram à faculdade, e 66,2% têm pais na mesma situação. A pesquisa também apontou que os cotistas são 48,3% do total.
Por orientação sexual, 78,1% se disseram heterossexuais, 16,4% LGBT, e 0,3% assexuais. Os demais não responderam.
A língua estrangeira mais falada é o inglês, em que 32,2% disseram ter um bom domínio. Em seguida vêm o espanhol (10,9%) e francês (2,2%). Além disso, 45,1% participam de atividades ou programas acadêmicos.
Por sexo, as mulheres, que já eram maioria em 2014, aumentaram sua fatia de participação, passando de 52,4% para 54,6% do total. Por faixa etária, voltou a aumentar a quantidade de alunos com menos de 20 anos, que estavam em queda até 2014. Os com 30 anos ou mais tiveram um leve aumento. Os estudantes entre 20 e 24 anos, que eram mais da metade há cinco anos, baixaram para 49,3%. Também houve queda na faixa entre 25 e 29 anos.
EVASÃO – A principal dificuldade relatada afetando o desempenho acadêmico é a falta de disciplina: 28,4% do total. Em seguida vêm dificuldades financeiras (24,7%) e carga excessiva de trabalhos estudantis (23,7%).
Os principais motivos que os fizeram pensar em abandonar o curso são dificuldades financeiras (32,7%), nível de exigência (29,7%), dificuldade de conciliar trabalho e estudo (23,6%) e problemas de saúde (21,2%).
A pesquisa, feita totalmente por meio da internet, ouviu 424.128 estudantes, ou 35% dos 1,2 milhão que fazem curso presencial de graduação em instituições federais de ensino superior. Os dados foram coletados entre fevereiro e junho de 2018.

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