escolasemsentido cartaz web

Em meio as turbulentas mudanças estruturais discutidas recentemente no terreno da educação, o “Escola sem Partido” com certeza foi a maior delas e é através deste ambiente de medo, perseguições e incertezas que o diretor Thiago Foresti, pensou em produzir o curta-metragem, “Escola Sem Sentido”, ganhador de três prêmios: melhor ator (Wellington Abreu) e melhor curta-metragem pelo júri oficial e também, pelo júri popular na 52ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro além do troféu Saruê, prêmio concedido pela equipe do jornal Correio Braziliense.

Trabalho este realizado de maneira independente com recursos da própria produção e contribuições via crownfounding, financiamento coletivo online. O curta acompanha o dia a dia do professor de história, Chicão, apaixonado pela profissão e que tem uma de suas aulas filmada por uma estudante. A aluna mostra o vídeo aos pais e a partir daí começa a paranóia de uma suposta doutrinação ideológica. Os desdobramentos do caso vão adquirindo proporções gigantescas e trazem uma reflexão não apenas do ambiente de receio do professor ao falar qualquer coisa em suas aulas mas também que “em nome de evitar o que chamam de ‘doutrinação ideológica’ nas escolas, pode-se criar ambientes sem discussão e, portanto, sem sentido’.”

O trailer pode ser conferido aqui: https://www.youtube.com/watch?v=VSsDEhi1Ixs&feature=emb_rel_pause

O projeto conta ainda com uma campanha de financiamento coletivo na plataforma Catarse, onde qualquer pessoa pode contribuir até o dia 15 de março de 2020 com valores a partir de R$10,00 (dez reais) e ganhar em contrapartida algum brinde: acesso digital ao curta-metragem, video exclusivo do making off e diário de produção impresso. O dinheiro arrecadado ajudaria na inscrição do curta em festivais como o com o de Berlim e o de Sundance além de contribuir para custear os novos projetos.

Campanha “Escola Sem Sentido- depoimentos”

O projeto Escola Sem Sentido está recolhendo depoimentos de professores que passaram por situações de perseguições, não é necessário se identificar, as professoras e professores podem usar pseudônimos. O objetivo segundo o site oficial é alertar para o fato de que: “Quando políticos, líderes religiosos e pais de alunos limitam o debate na escola, é sinal de que alguma coisa está muito errada.”

Neste intuito foi produzido um vídeo com depoimentos reais de profissionais da educação que não foram respeitados nas suas didáticas e opiniões.


https://www.youtube.com/watch?time_continue=17&v=VSsDEhi1Ixs&feature=emb_title


Juristas entram com recurso contra presidente em corte de Haia por ver omissão de poderes brasileiros em investigação de supostos crimes cometidos por ele

 

Um grupo de juristas e advogados brasileiros apresentou nesta quinta-feira no Tribunal Penal Internacional, em Haia, uma representação contra o presidente Jair Bolsonaro por incitação ao genocídio de indígenas brasileiros. Na extensa documentação, os militantes vinculados à Comissão Arns e ao Coletivo de Advocacia em Direitos Humanos (Cadhu) alegam que o mandatário tem enfraquecido as instituições de controle e fiscalização, demitido pesquisadores e foi flagrantemente omisso na resposta aos crimes ambientais na Amazônia. A região enfrenta uma onda de incêndios florestais que causou uma das principais crises ambientais do país. Além disso, suas declarações contrárias aos povos indígenas acabariam incentivando o extermínio dessa população.

Os especialistas buscaram o TPI por entenderam que há uma omissão dos poderes brasileiros na investigação dos supostos crimes cometidos pelo presidente. “A escolha de um procurador-geral [Vladimir Aras] alinhado com sua pauta anti-direitos e algumas tentativas que o presidente teve de interferir no comando da PF mostram que não há cenário propício para que esses crimes sejam investigados no Brasil”, explicou Eloísa Machado, que é professora na Fundação Getulio Vargas (FGV) e uma das porta-vozes do Cadhu.


O documento foi entregue à procuradora-chefe do Tribunal, Fatou Bensouda. Caso ela entenda que há elementos para que o presidente seja investigado, ela abre um procedimento, no qual seriam ouvidas testemunhas de defesa e acusação e seriam analisados documentos técnicos apresentados por órgãos nacionais e internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA).


Na avaliação dos juristas, há um discurso sistemático do governo que “mina a implantação de leis que protegem o meio ambiente e despreza os povos indígenas, enquanto diminui a participação da sociedade civil”. Além disso, incentivo a violência contra esses povos e os defensores da direitos sociais e ambientais. Sem citar números, afirma que várias lideranças indígenas foram assassinadas desde que Bolsonaro chegou ao poder.


Alguns dos exemplos contra o presidente citados na nota informativa entregue ao TPI: as tentativas de acabar com a Fundação Nacional do Índio (Funai); a transferência do Serviço Florestal Brasileiro para o Ministério Agricultura; a reestruturação do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que reduziu de 22 para quatro os representantes da sociedade civil; a redução dos orçamentos do Ministério do Meio Ambiente; as revisões na política de multas do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama); a perseguição e demissão de funcionários de departamentos sociais e ambientais que falam contra essas políticas de desmantelamento.


Entre os signatários do documento estão dois ex-ministros da Justiça, José Carlos Dias e José Gregori, além dos advogados e professores Dalmo de Abreu Dallari, Fabio Konder Comparato, Antonio Carlos Mariz de Oliveira, Eloísa Machado, Juliana Vieira dos Santos, Amelie Robine e Belisário dos Santos.
Procurado por intermédio de sua assessoria de imprensa, o presidente Jair Bolsonaro informou que não se manifestaria sobre a representação feita ao tribunal. As investigações costumam ser morosas nessa Corte. Como o Brasil é signatário do Estatuto de Roma, que criou esse tribunal, e já incorporou essas regras em seu ordenamento jurídico, em caso de condenação o réu tem de cumprir a pena. Ela pode ser desde a sanção de multas até a prisão. Mesmo que já tenha deixado o mandato, ele ainda assim pode ser julgado.


Este foi o segundo ataque na esfera internacional enfrentado pelo presidente. Na terça-feira, a Anistia Internacional apresentou um relatório no qual demonstra que a falta de ação do governo federal e de governos estaduais tem interferido no desmatamento da região amazônica. O estudo chama-se “Cercar e trazer o boi: pecuária bovina ilegal na Amazônia”.


Conforme os dados, a criação de gado é um dos principais fatores no desflorestamento e consequente queimada da Amazônia. “Trata-se de uma ameaça muito real, não só aos direitos humanos dos povos indígenas e tradicionais que habitam a região, mas a todo ecossistema planetário”, disse o diretor do departamento de Crises e Meio Ambiente da Anistia Internacional, Richard Pearshouse.

 

ferias

"CONFIRA OS CONVÊNIOS OFERECIDOS AOS NOSSOS SOCIOS E BOAS FERIAS"

Foi dada a largada para dias de preguiça.

Serão dias sem muito compromisso com horários e a agenda livre. Se há algum desafio é que você aproveite ao máximo perto de quem você gosta. Serão dias pra caminhar, ler, ver aquele filminho e poder fazer as refeições mais devagar. 

E claro são dias que você poderá fazer coisas que esta adiando ha muito tempo pela correria do cotidiano.

O SinproABC pensando nisso fez uma lista dos convênios para ajudar você, professor e professora a desfrutar seus dias.

Tem dica de diversão em família com a parceria no Parque Aquático Wet'n Wild e o Parque da Mônica. Em Beleza e Estética sugerimos aulas de Pilates e tem parceria com a clínica Corpo Leve Pilates. Há outras sugestões: Como Acupuntura e terapias alternativas e claro parcerias ótimas com restaurantes, cinemas. Há também parceiros em serviços automotivos e para quem quer garantir a compra de natal com desconto tem ainda os parceiros na seção de vestuário e tênis e calçados. São muitos os parceiros e convênios, aproveite !

 

Boas Férias !!!

Olá professora e professor!

É com satisfação que enviamos mais um exemplar do boletim “O Professor”, número 425 – Dezembro de 2019, produzido pelo departamento de comunicação do Sindicato dos Professores do ABC.

Nesta edição você vai conferir na matéria de capa: Chapa 1 conquista 96,88¨%  dos votos. Intitulada “Organização, Unidade, Resistência e Luta” a chapa vai comandar o SinproABC pelos próximos 4 anos. 

Vai saber mais sobre a paralisação dos professores do Colégio Metodista. Após greve decisiva a categoria foi vitoriosa e conquista acordo.

Vai saber também: O governo Bolsonaro é denunciado no Tribunal Penal Internacional por incitação ao genocídio de indígenas brasileiros. E o óleo continua manchando as praias do país.

De você é exigido metas inatingíveis? Se sente humilhado? É ironizado cotidianamente? Pois saiba esses são alguns exemplos que podem configurar o assédio moral. Confira no Artigo do Mês.

Nesta edição, você vai conferir ainda: Justiça condena Anhanguera por propaganda enganosa, Educação Básica ainda na luta pelo PLR e para marcar o mês da Consciência Negra você confere a entrevista coma Professora Regimeire Maciel da UFABC e coordenadora do Núcleo de Estudos Africanos e Afro-brasileiro.

E tem também novos convênios para aproveitar as férias e dicas de programação na seção de Arte e Cultura.

Tudo isso e muito mais.

Se tiver algum assunto que você queira verificar aqui em nosso boletim, envie sua sugestão de pauta: 11 9 8921-2588.

Boa Leitura!

Clique na imagem para acessar

Boletim 425 web 1

 

Militares em sala de aula
Manifesto de educadores rejeita projeto de escolas cívico-militares; anúncio indica Campinas como um dos polos de implementação

 

 

Nesta quinta-feira, 21/11, o ministro que não entende de Educação, Abraham Weintraub, divulgou nota indicando uma lista de 54 municípios contemplados para compor o projeto-piloto do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares, do Ministério da Educação em 2020. Veja aqui a noticia completa.

No Estado de São Paulo, a cidade de Campinas foi a selecionada para integrar o programa – e já houve reação dos educadores sobre o anúncio.

Diretora do Sinpro Campinas, Maria Clotilde Lemos Petta divulga manifesto, produzido nesta sexta, 22/11, pelo Movimento Unificado de Educadores de Campinas, já endossado pela Contee – a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino no Brasil.

Os educadores de Campinas afirmam que “a retirada de profissionais de educação – dos quais é exigida formação específica e pedagógica – substituindo-os por bombeiros ou militares, aprofunda o processo de desvalorização e desprofissionalização dos professores”.

A Fepesp apoia o manifesto a convida todos à discussão do texto.

 

Manifesto em repúdio à instalação
de escola cívico-militar em Campinas.
Nós, que temos na educação um espaço de vivência, construção democrática e acesso ao conhecimento, manifestamos nosso profundo repúdio ao Programa Escolas Cívico-Militares, que fere a Constituição Brasileira de 1988, a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e o Plano Nacional da Educação.

Consideramos que:

A decisão do Prefeito Jonas Donizete de colocar a cidade entre os interessados em receber o Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares, sem qualquer consulta às instâncias educativas do Município, aos professionais da educação da rede municipal, ao Conselho Municipal de Educaçao e demais instituições de ensino de Campinas, é uma decisão autoritária.

A “opção” por uma escola pública militarizada não é uma questão de responsabilidade dos pais /mães exclusivamente, ou de “foro íntimo”. Mas sim se trata de um debate de todos os professores, estudantes, pais /mães e da comunidade do entorno da escola, que começa questionando “que sujeitos de direitos, que cidadãos nosso país necessita e que educação queremos para todos e todas as /os brasileiros (as).

A substituição de educadores por militares, parte da ideia de que a escola fracassou, que não consegue “impor respeito, controle, disciplina” e que para o atual governo o medo fará a juventude mais disciplinada, servil, submissa. Ao exigir que os alunos através da coerção cumpram regras rígidas da cartilha militar, torna extremamente difíceis as manifestações de individualidades e a defesa dos direitos dos estudantes, o que fere o principio constitucional da educação como propiciadora do “desenvolvimento pleno, o preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho”.

A retirada de profissionais de educação – dos quais é exigida formação específica e pedagógica – substituindo-os por bombeiros ou militares, aprofunda o processo de desvalorização e desprofissionalização dos professores, desqualificando a escola publica como espaço de direitos, provocando em decorrência o avanço da privatização da educação.

O Programa Nacional de Escolas Cívico-militares, instituído pelo Governo Bolsonaro, constitui-se como uma tática eleitoreira ,tipicamente fascista, e de manipulação do medo ,objetiva impedir o pensamento critico dos jovens pobres e adestrá-los como mão-de-obra .Ao escolher populações vulneráveis, em bairros populares, repete experiências semelhantes já realizadas nos EUA onde estudos mostram que tais escolas acabam sendo uma passagem para as prisões , a rota da exclusão, ou rota escola-prisão, excluindo os jovens trabalhadores do acesso à cultura e à socialização do conhecimento.

A escola pública, necessária nos tempos atuais, além de possibilitar o acesso aos conhecimentos historicamente construídos, deve se constituir em espaço de atividade criativa e de manifestações de individualidade, de liberdade de expressão e da liberdade de ensinar. A escola tem uma função social específica na sociedade sendo que a escola pública, gerida pelo Estado, é laica para todos e deve operar, de modo concomitante e não concorrencial, com outras instituições importantes, como família, mundo privado, religião e segurança.

Conclamamos os moradores de Campinas a se unirem num movimento amplo em defesa da escola pública, democrática, gratuita, de qualidade, laica, de gestão publica solicitando ao prefeito Jonas Donizete a retirada da adesão ao Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares.

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