Foto de MayraApós forte pressão do movimento sindical e de grupos de representação dos profissionais da Educação, a Prefeitura de Santo André informou que vacinará toda a categoria neste final de semana, incluindo os trabalhadores da rede privada e servidores estaduais. 

O SINPRO ABC segue reivindicando ao município rigor na fiscalização das escolas para que a retomada às atividades seja feita de forma prudente, responsável e com segurança para todos. Ainda, pede que o prazo para a eficácia da imunização seja respeitado.  
Ontem, em São Caetano do Sul, após reunião com o SINPRO ABC, o prefeito anunciou a vacinação para os trabalhadores das escolas particulares. Nossa diretoria continuará monitorando as datas, uma vez que, neste momento, o cadastramento está limitado para pessoas com 40 anos ou mais.  
Acompanhe nos canais oficiais da cidade a respeito do agendamento. Ficaremos atentos para que todos os compromissos sejam cumpridos. 
Vitória da mobilização. Vitória da união. Vitória da categoria.

02062021 editorialMetaforizando o sambista Nelson Sargento, falecido há cerca de uma semana, as universidades federais agonizam, mas, em se tratando de Brasil, podem, sim, morrer. 

Na contramão do que se espera de uma sociedade próspera, que investe na Educação como pilar fundamental de transformação social, o que acompanhamos é o desmonte e a desvalorização do ensino em todos os níveis. Contudo, reservaremos este texto, em especial, para falar do Ensino Superior Público.

Em maio de 2021, a notícia de que universidades federais poderiam fechar as portas por falta de recursos impactou, mas não surpreendeu aqueles que acompanham de perto a realidade depauperada dessas instituições. UFRJ (Federal do Rio de Janeiro), Unifesp (São Paulo), UFG (Goiás), UnB (Brasília), UFBA (Bahia), UFABC (Santo André), entre outras, anunciaram que estavam enfraquecidas e poderiam parar as atividades já no próximo mês.

Sancionado pelo “presidente” Jair Bolsonaro em abril, o Orçamento para 2021 prevê o corte de mais de R$ 1 bi nos recursos das universidades federais, o que corresponde a uma queda de 18,16% em relação a 2020. De acordo com matéria divulgada pela Rede Brasil Atual, o valor de R$ 2,5 bi para os chamados gastos discricionários das 69 universidades federais, que representam cerca de 1,3 milhão de estudantes, é praticamente o mesmo ao destinado pelo orçamento no ano de 2004. A diferença é que, naquele ano, o País tinha 51 instituições que abrigavam 574 mil alunos.

No mesmo período, foi apresentado à nação o Bolsolão, um orçamento secreto que o imoral Bolsonaro criou a fim de negociar apoio junto ao Congresso. Prioridades.

Em nota, a Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) declarou: “(...) Mesmo em meio a tamanha dificuldade orçamentária, a rede de universidades federais tem se recusado a parar. Com ajustes que já chegaram ao limite, redução de despesa resultante da prevalência das atividades remotas, ao contrário, temos mantido nossas ações e nossa estrutura a serviço dos brasileiros, sobretudo, na luta diária contra o Coronavírus. Além do ensino, pesquisa e extensão, da formação de milhares de profissionais altamente qualificados, as universidades têm se dedicado às questões humanitárias que permeiam esse grave momento global. Não paramos nem um dia. A pandemia pode acabar. O vírus não. Portanto temos que agir e nos precaver. Pelo menos três universidades federais estão desenvolvendo vacinas nacionais contra a Covid-19. (...) Reduzir ou paralisar nossas atividades não é uma opção. Seria o mesmo que impor uma punição aos brasileiros, já tão agastados com a pandemia. Rever valores, conceitos e prioridades é o caminho para o qual conclamamos as autoridades.”

Com isso, perdem os alunos, os hospitais públicos mantidos por essas universidades, os pesquisadores, os professores, a ciência, a vida, o desenvolvimento do Brasil e, acima de tudo, a nação, que fica cada vez mais pobre de conhecimento e de atenção básica- e talvez seja esse o grande interesse do miliciano.

Quem defende a Educação também defende o #EleNão.

 

07062021 comunicadoNa manhã desta segunda-feira (7/6), após uma série de solicitações por parte do SINPRO ABC, fomos recebidos pelo prefeito de São Caetano do Sul, Tite Campanella, para tratar sobre vacinação da categoria e fiscalização das escolas como formas de planejar o retorno presencial das atividades com mais prudência e segurança.

Diante das reivindicações do movimento sindical, que externou o descontentamento com a exclusão dos trabalhadores da rede privada do calendário de imunização, o chefe do Executivo municipal se comprometeu a iniciar a vacinação já nos próximos dias.

Ainda, cobramos um canal direto e efetivo para que as denúncias de descumprimento dos protocolos de higiene e segurança possam ser feitas. Foram colocados os números 156 e 0800-7000-156 para contato e informado que a vigilância sanitária fará visitação nas escolas para garantir a efetividade dos protocolos.

Acompanhe em nossos canais os próximos passos. Ficaremos atentos para que todos os compromissos sejam cumpridos.

Vitória da mobilização. Vitória da união. Vitória da categoria.

 

31052021 grupoderiscoO desembargador do Trabalho do TRT 2a Região, Fernando Álvaro Pinheiro, emitiu, no dia 27 de maio, parecer jurídico que impede o retorno às atividades presenciais dos profissionais da Educação pertencentes ao grupo de risco.

Segundo a decisão, os professores que se enquadram no grupo de risco para a covid-19 ou coabitam com pessoas nesse perfil devem permanecer em trabalho remoto até que ocorra a cessação de risco de contágio, decorrente da pandemia, e não somente após imunização contra a doença.

Conquista da categoria e dos sindicatos representados pela Fepesp, entre eles o SINPRO ABC, que zelam pela preservação das vidas. 

Vacinação para todos já!

Carreata será no dia 8 de junho (terça-feira), com concentração às 14h

O SINPRO ABC, entidades sindicais e movimentos de representação dos professores convocam os profissionais da Educação para a carreata do Ato Pela Vacinação da Categoria, que será realizada na próxima terça-feira (8/6), com concentração no Paço Municipal de Santo André (Praça IV Centenário, s/n, Centro), às 14h, e seguirá até a Secretaria de Educação de São Caetano do Sul (Av. Goiás, 950, B. Santa Paula) - ATUALIZADO.

Nesta semana, os prefeitos de ambos os municípios anunciaram a imunização somente de trabalhadores da rede pública (Santo André para as escolas municipais e São Caetano para as municipais e estaduais), ignorando e desrespeitando o direito dos profissionais da rede particular. Diante disso, o SINPRO ABC já está tomando as providências jurídicas para reverter tal discriminação e fazer valer o acesso à vacina a toda categoria.

Lembramos que, a fim de cumprir com todos os protocolos de segurança, é indispensável o uso de máscaras.

Todas as vidas importam. Vacina para todos.

SINPRO ABC, CUT ABC, Apeoesp, Sindserv Santo André, ASPESCS e Servidores em Ação

25052021 elenaiEm um dia, sem máscara, um homem percorre as ruas do Rio de Janeiro em cima de uma moto, cercado de pessoas que, assim como ele, negam a realidade e seguem conduzindo suas vidas de forma egoísta, alienada e irresponsável. Poucas horas depois, este mesmo homem e sua comitiva são recebidos em outro país e, dessa vez, ele se lembra de colocar o equipamento de proteção individual no rosto, preocupado em dar um “bom exemplo”.

Infelizmente, esse cidadão, que se comporta com pleno descaso por onde passa, também ocupa o cargo de presidente da nação que, pouco a pouco, ele extermina. Sim, extermina.

Extermina com os maus exemplos que dá todos os dias, há anos. Extermina quando provoca aglomerações e debocha dos que respeitam o isolamento. Extermina quando é blindado por ministros e assessores que mentem diante da nação em seus depoimentos na CPI. Extermina quando incita o ódio e o preconceito. Extermina quando nega a ciência. Extermina quando nega apoio financeiro aos mais vulneráveis. Extermina quando dificulta o acesso à Educação. Extermina quando sai às ruas para celebrar algum feito que só é visto no mundo paralelo em que ele e seu rebanho vivem, enquanto o Brasil chega a marca dos 450 mil mortos pela covid-19.

Bons exemplos devem ser dados todos os dias, ainda mais por um presidente, que é o líder de uma nação, com projetos que asseguram os direitos fundamentais da sociedade. Com iniciativas, diante de uma pandemia, que garantam a vacinação de todos. Com a valorização da Educação. Com o respeito à vida. 

Autoridades e especialistas alertam para o iminente risco de uma terceira onda, ainda mais preocupante, uma vez que o Brasil não suportaria viver a situação de caos novamente, em tão curto espaço de tempo. Faltam insumos e medicamentos. Os profissionais da Saúde estão desgastados, a economia não se recupera porque a crise sanitária persiste e quem deveria dar bom exemplo todos os dias é o primeiro a agravar o cenário já apocalíptico. 

O Brasil não aguenta mais o amadorismo de Bolsonaro. Nem hoje, nem nunca: Ele Não.

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