Olá professora e professor!


É com satisfação que enviamos mais um exemplar do boletim “O Professor”, número 422 – maio e junho de 2019, produzido pelo departamento de comunicação do Sindicato dos Professores do ABC.

Nesta edição você vai conferir na matéria de capa: A greve histórica protagonizada pelos professores e professoras da Universidade Metodista. Foram 21 dias de paralisação.

A unidade da categoria deu o tom do movimento. As reivindicações dos docentes despertou a solidariedade da comunidade, dos alunos, dos profissionais técnicos da Metodista, de importantes entidades sindicais como o Sindicato dos

Bancários e até da Igreja da Mooca. Os professores voltaram ao trabalho dia 20, após mesa de conciliação com o TRT-SP.

Você vai saber também que a Educação Básica segue em Campanha Salarial, agora na justiça e detalhes sobre a queda do Reitor Milreu da Fundação Santo André.

Em “Nossos Direitos” vamos falar sobre a importância de ficar atento ao pagamento de hora extra em trabalhos realizados nas Festas Juninas e sobre as férias, direito conquistado pelo professor.

Vamos recordar o impacto das grandes manifestações em favor da educação do país e contra de corte de verbas do governo Bolsonaro e reforçar a chamada para a Greve Geral Nacional que acontece dia 14, sexta-feira. Tem também as parcerias que o SinproABC oferece aos professores, dicas culturais e de lazer. Tudo isso e muito mais.

Veja aversão online nesse: https://www.flipsnack.com/sinpro/boletim-o-professor-edi-o-maio-junho-2019.html ou baixe clicando na imagem abaixo.

Se tiver algum assunto que você queira verificar aqui em nosso boletim, envie sua sugestão de pauta: 98921-2588

Boa Leitura!

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Fundação Santo André

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O reitor Francisco Milreu caiu. Seu desligamento aconteceu no inicio de maio, foram também anulados o concurso no qual ele havia sido classificado em 1º lugar para uma disciplina da FAECO. A queda de Milreu acontece após mais de um ano ocupando o cargo e é resultado da pressão exercida pelo SinproABC, professores e funcionários, dos vereadores de Santo André, através da CPI -Comissão Parlamentar de Inquérito e do Ministério Público Estadual, que abriu inquérito para investigar a legalidade da participação e da aprovação do ex-reitor em concurso

Milreu assumiu em abril de 2018 e neste período ocorreram mudanças estatutárias e regimentais aprovadas casuisticamente pela atual reitoria, em benefício próprio e de sua permanência no poder. O SinproABC exige que seja as ações sejam regularizadas e aprovadas pela Curadoria de Fundações

Cenário atual:

A FSA não possui a CND - Certidão Negativa de Débitos. Há um enorme passivo tributário e trabalhista. Hoje se assemelha ao que há de pior entre as mantenedoras do ensino superior: não paga o 13º salário desde 2016; não aplica os dissídios salariais desde 2015; está com dezenas de parcelas atrasadas nos depósitos de FGTS; não pagou sequer os dias trabalhados para os professores e funcionários desligados em dezembro/18 (muitos deles colaboradores essenciais por cerca de 30 anos). Em outros tempos a FSA se destacava como instituição exemplar na relação profissional com seus colaboradores.

CHEGA! Não basta a saída do reitor Milreu:

Se o reitor estava ilegítimo, então todos os seus atos perdem legitimidade, inclusive a casuística mudança estatutária.
Queremos o restabelecimento das relações democráticas na FSA.
Que seja restabelecida a democracia interna, com a participação dos alunos e docentes na gestão dos cursos, com eleição de coordenações e direção.
Que os alunos recuperem sua participação nos órgãos colegiados máximos da FSA, especialmente no Conselho Diretor.
Por uma nova eleição de reitoria conforme estatutos vigentes!

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As férias são um direito constitucional de todos os trabalhadores. O direito a férias coletivas, na rede privada, foi conquistado em sucessivas campanhas salariais e negociações com o setor patronal. O objetivo é unir as férias de casais, permitir que as famílias programem seu descanso com as férias de seus filhos em idade escolar.

Férias é direito, não se sinta intimidado a ter que trabalhar em seu período de descanso legal.

Saiba mais sobre as regras de férias:
1. Qual o prazo para o pagamento das férias?
O salário de férias e o adicional de 1/3 devem ser pagos até 48 horas antes do início do gozo das férias. É o que determinam o artigo 145 da CLT e as convenções coletivas de trabalho.
2. Como é tributado o salário de férias?
O imposto de renda é calculado sobre a soma do salário de férias e do adicional de 1/3, separadamente de outras remunerações recebidas no mês. Há desconto do INSS sobre o salário de férias e o adicional constitucional de 1/3.
3. Quem tem menos de um de trabalho na escola recebe férias integrais em julho?
A CLT (art. 140) determina o pagamento proporcional das férias e do adicional de 1/3, na relação de 1/12 para cada mês trabalhado. A partir daí, inicia-se um novo período aquisitivo. O restante do mês de julho é pago como licença remunerada.
4. Quem está em licença maternidade em julho tem direito às férias?
Quem está afastado em licença maternidade (gravidez ou adoção) não entra em férias. Elas serão gozadas ao final do afastamento, como determinam a convenção coletiva dos professores.
5. O professor pode ser demitido durante as férias?
Não. As demissões devem ser comunicadas até um dia antes do início das férias.
6. O professor pode pedir demissão durante as férias?
Não. O pedido de demissão deve ser feito até o dia que antecede o início das férias. Não sendo possível, o professor pode até comunicar a decisão de sair, mas a formalização só será feita no encerramento das férias.
7. Qual a diferença entre férias e recesso?
O recesso é uma licença remunerada obrigatória de 30 dias, durante os quais o professor não pode ser convocado para trabalhar. Na maior parte das escolas, o recesso é concedido entre o final de dezembro e durante o mês de janeiro.
Diferentemente das férias, o recesso é pago como um salário normal, até o 5º dia útil do mês subsequente.
8. A escola pode exigir trabalho do professor durante as férias?
Evidentemente, não!

Predominam os estudantes de cor parda ou preta que cursaram o ensino médio em escola pública e que são os primeiros

da família a entrar na universidade.

ANDIFES

Estruturado em dados de 2018, o levantamento aponta que 26,61% dos alunos das federais têm renda de até meio salário mínimo, 26,93% de até um salário mínimo, e 16,61% de até um salário e meio, totalizando 70,2%. Em 2014, quando foi feita a última pesquisa, eles eram 66,2%. Por estado, o Pará é onde há mais estudantes com esse perfil: 88%. Na outra ponta, está o Distrito Federal: 47,1%.

ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL – Esses estudantes são aqueles beneficiados pelos programas de assistência estudantil. Isso significa que mesmo sem bloqueio de recursos para esse fim, a tendência de crescimento e a quantidade hoje insuficiente para atender a todos vêm preocupando a Andifes. A pesquisa mostrou, por exemplo, que 30% dos alunos participavam de algum programa de assistência estudantil. Eles recebem principalmente assistência em alimentação, bolsa permanência, transporte e moradia.
De acordo com César Augusto Da Ros, integrante do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Estudantis (Fonaprace), órgão vinculado à Andifes, o levantamento reforça o que já era visto nas pesquisas anteriores e mostra que é errada visão de que as universidades federais são frequentadas majoritariamente pelos mais ricos. “A pesquisa de 2010 colocava por terra o que frequentemente é requentado para professar teses de defesa da cobrança de mensalidade nas universidades públicas. Posteriormente, as duas pesquisas de 2014 e 2018 são importantes porque aferem uma mudança significativa nas universidades nos últimos 15 anos”, explica Da Ros.


RECORTE RACIAL – Por cor, pardos e pretos somados são, pela primeira vez, mais da metade dos alunos, representando 51,2% do total. Ainda assim, isso está abaixo da média da população brasileira, em que esse índice é de 60,6%. Ao todo, 43,3% dos estudantes são brancos, 39,2% são pardos, 12% são pretos, 2,1% são amarelos, 0,9% são indígenas, e não há informações de 2,5%. Proporcionalmente ao tamanho da população brasileira, os brancos, amarelos e pretos estão sobre-representados. Já os pardos e indígenas são sub-representados. Em relação a 2014, aumentou a proporção de pardos, pretos e indígenas, e diminuiu a de brancos e amarelos.
Outro dado da pesquisa mostra que 60,4% dos alunos fizeram Ensino Médico exclusivamente em escola pública, frente a 60,2% em 2014. Em 2003, eram 37,5%. Se incluídos também aqueles que passaram mais tempo na rede de educação pública do que na privada, o índice sobe para 64,7% em 2018.
Pais não tiveram acesso à universidade
A maioria dos estudantes é oriunda de famílias em que os pais fizeram no máximo o ensino médio: 62,7% deles têm mães que não chegaram à faculdade, e 66,2% têm pais na mesma situação. A pesquisa também apontou que os cotistas são 48,3% do total.
Por orientação sexual, 78,1% se disseram heterossexuais, 16,4% LGBT, e 0,3% assexuais. Os demais não responderam.
A língua estrangeira mais falada é o inglês, em que 32,2% disseram ter um bom domínio. Em seguida vêm o espanhol (10,9%) e francês (2,2%). Além disso, 45,1% participam de atividades ou programas acadêmicos.
Por sexo, as mulheres, que já eram maioria em 2014, aumentaram sua fatia de participação, passando de 52,4% para 54,6% do total. Por faixa etária, voltou a aumentar a quantidade de alunos com menos de 20 anos, que estavam em queda até 2014. Os com 30 anos ou mais tiveram um leve aumento. Os estudantes entre 20 e 24 anos, que eram mais da metade há cinco anos, baixaram para 49,3%. Também houve queda na faixa entre 25 e 29 anos.
EVASÃO – A principal dificuldade relatada afetando o desempenho acadêmico é a falta de disciplina: 28,4% do total. Em seguida vêm dificuldades financeiras (24,7%) e carga excessiva de trabalhos estudantis (23,7%).
Os principais motivos que os fizeram pensar em abandonar o curso são dificuldades financeiras (32,7%), nível de exigência (29,7%), dificuldade de conciliar trabalho e estudo (23,6%) e problemas de saúde (21,2%).
A pesquisa, feita totalmente por meio da internet, ouviu 424.128 estudantes, ou 35% dos 1,2 milhão que fazem curso presencial de graduação em instituições federais de ensino superior. Os dados foram coletados entre fevereiro e junho de 2018.

Dia 14 de Junho não haverá aula

post greve face

 

Dia 14 de junho vamos paralisar nossas atividades. A paralisação será a resposta dos professores e professoras contra o corte drástico de recursos para a Educação e contra o fim da Previdência Pública que empobrecerá todos os assalariados e os aposentados de modo geral.

Bolsonaro dispara contra os Professores e a Educação

O Brasil bate recorde de desemprego, mas Bolsonaro decide atacar os professores tratando-os como inimigos, estimulando a violência e a perseguição aos docentes.

A Educação é seu alvo preferido com cortes orçamentários e perseguição as universidades públicas e institutos federais de educação, propagando preconceitos e divulgando vídeos descontextualizados por meio das redes sociais.

É um desrespeito aos professores, aos pais e alunos. Muitos de nossos alunos são preparados para disputar uma vaga na universidade pública. O corte de verbas da educação afeta a todos e diminui as chances de ingresso dos alunos na educação superior pública.

Ao contrario do que o governo fala em redes socias, a maioria dos alunos das escolas públicas federais é negra e de baixa renda. Não podemos permitir que o governo continue mentindo sobre a Educação.

PROFESSORES NA GREVE GERAL 14 DE JUNHO CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA!

A REFORMA TRABALHISTA TAMBÉM PROMETIA EMPREGOS, MAS O QUE VEMOS AGORA?

Bolsonaro dispara contra a sua aposentadoria

 

Mais tempo de trabalho e menos aposentadoria

A desconstitucionalização: Não garante aposentadoria no futuro

Transformação da Previdência num sistema de capitalização: O sistema de seguridade social da forma como foi concebido na Constituição de 1988, público e solidário será liquidado, dando lugar para o modelo tipo “Tele-Sena”, mas sem sorteio.

Aumento da idade para as mulheres: é especialmente cruel com as mulheres porque desconsidera as desigualdades no mercado de trabalho e as duplas jornadas.

Mais pobres: diminuição dos benefícios de Prestação Continuada e de viúvas e orfãos

Trabalhando mais e contribuindo por 20 anos, homens e mulheres só receberão 60% da média salaraial.

Fim da aposentadoria para os trabalhadores rurais.

 

BOLSONARO É INIMIGO DO POVO E DA EDUCAÇÃO!

GREVE GERAL 14 DE JUNHO

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